Nos últimos anos houve uma verdadeira revolução na endoscopia digestiva, com avanços ocorrendo em várias vertentes. A tecnologia que faz parte da vida das pessoas é parte integrante e rotineira nos serviços de endoscopia digestiva. A população atualmente conta com endoscópios de altíssima definição com resolução acima de 1 milhão de “pixels” (HD+). Que além de imagens de excelente definição são capazes de fazer um “zoom óptico” de até 100 vezes em lesões suspeitas do tubo digestivo, possibilitando já na endoscopia identificar ou excluir tumores até mesmo antes do resultado da biópsia.

E Mato Grosso é um dos poucos estados brasileiros a oferecer este equipamento e outras revoluções tecnológicas da endoscopia digestiva à sua população, a exemplo de centros de referência como os hospitais Alberto Einstein e Sírio-Libanês. Ou seja, estamos, em termos da tecnologia da imagem, junto com os grandes centros.

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Essa revolução tecnológica dos novos equipamentos de endoscopia que melhoram cada vez mais a definição das imagens endoscópicas se dá também no aparecimento de novos procedimentos endoscópicos que intensificaram de forma expressiva os diagnósticos de doenças nos diversos segmentos do tubo digestivo.

Um dos métodos revolucionários é a ecoendoscopia (ultrassonografia endoscópica), que é a união da endoscopia com o ultrassom em um único aparelho. A ecoendoscopia é considerada “padrão ouro” no diagnóstico de doenças pancreáticas e lesões da parede do esôfago, estômago, duodeno e reto.

Outro novo método diagnóstico que também é considerado inovador é a cápsula endoscópica, que é uma minicâmera do tamanho de um comprimido que é ingerida pelo paciente e emite 2 fotos/segundo. O que gera ao final de oito horas mais de 60 mil fotos, um pequeno filme que é analisado pelo médico. Ela também é considerada “padrão ouro” na investigação de doença do intestino delgado.

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Mais recentemente foi lançada no mercado a cápsula de cólon, com mesmos princípios da cápsula para estudo do intestino delgado para estudar o intestino grosso naqueles pacientes que por razões diversas não podem ser submetidos à colonoscopia.

Esse pioneirismo também se deu na evolução da sedação dos procedimentos endoscópicos, que se tornaram mais eficientes, confortáveis e seguros para os pacientes. Esse avanço se tornou possível pela presença do “médico anestesiologista” na sala de endoscopia cuidando da sedação do paciente de maneira adequada, segura e confortável.  O anestesiologista cuida da monitorização respiratória e cardiovascular do paciente enquanto o endoscopista cuida do ato endoscópico propiamente dito. Isso é um marco na endoscopia brasileira e Mato Grosso foi um dos estados precursor e disseminador desta forma moderna e segura de realizar os procedimentos endoscópicos.

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Portanto os avanços mencionados acima na endoscopia digestiva que vão desde a sedação mais confortável e segura com o anestesiologista na sala de endoscopia até os avanços na tecnologia dos endoscópios e nos novos procedimentos endoscópicos chegaram para ficar. Felizmente Cuiabá e Mato Grosso já tem todos esses recursos disponibilizados para sua população.

Dr. Roberto Barreto

Presidente da Sociedade Brasileira DE Endoscopia Digestiva em Mato grosso (Sobed-MT) e Diretor técnico do Centro de Endoscopia Cuiabá (CEC)

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