A rivalidade entre Gray Maynard e Nate Diaz vai ganhar mais um capítulo neste sábado, quando ambos os lutadores farão o duelo principal do TUF Finale 18 no Mandalay Bay Events Center, em Las Vegas, EUA. Os pesos leves já se enfrentaram duas vezes – a primeira na semifinal do TUF 5, em 2007, com vitória de Diaz, e a segunda em 2010, pelo UFC Fight Night Maynard X Diaz, com Gray levando a melhor na decisão dividida dos juízes.

Para o terceiro duelo, Gray Maynard busca motivação para obter uma grande vitória e apagar a derrota sofrida para TJ Grant, em maio deste ano:

– A motivação é enorme. Tenho que vencer para poder voltar ao topo. Ter duas vitórias e uma derrota nas últimas três lutas é melhor do que ter duas derrotas e uma vitória. Isso é matemática, é como você é avaliado no esporte e você aprende. Eu meio que me apego a isso, estou preparado e quero voltar a brigar pelo cinturão. Essa é uma grande luta. Eu me preparei duro para isso, o Nate tem um bom nome, é um lutador duro, que vai me dar trabalho. Vai vencer quem conseguir desempenhar melhor a sua estratégia e eu espero que seja eu. Vai ser uma guerra! – declarou.

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Atual quinto colocado no ranking dos pesos-leves do UFC, o lutador afirma que não se importa muito com sua posição no índice:

– Eu ainda estou nos TOP 10, eu ainda sinto que estou perto da chance ao título. Mas essa coisa de ser o número dois ou o número cinco, isso é apenas papel. Eu tenho que ir lá, vencer todo mundo e provar que posso ser campeão. Só quando eu chegar a ser o número um o ranking vai ser importante. Até lá, trata-se apenas de mais um pedaço de papel.

Questionado sobre a pessão para vencer o duelo e voltar a ficar perto da chance ao cinturão, ele explicou que se sente pressionado em todas as lutas:

– A pressão sempre existe porque eu odeio perder. Isso não é uma opção. Eu treinei duro, eu me preparei para vencer. Essa é a segunda vez que eu me preparei na AKA (American Kickboxing Academy) e eu mudei algumas coisas, me desenvolvi bastante. É isso que você faz, trabalha com os treinadores e tenta se organizar melhor e desenvolver seus pontos fortes e fracos. – declarou, explicando que a mudança para San José, na Califórnia, foi fundamental para o seu camp:

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– É um pouco mais tranquilo lá. Tenho um excelente time, eu adoro a AKA, as pessoas te apoiam mais, a torcida também. Quando eu treinava em Vegas, eu tinha que escolher entre todos esses locais para treinar, academias de jiu-jítsu, de boxe. Você treina com esse cara para uma coisa, com aquele outro para MMA. Aqui tinha muita coisa para se escolher. Onde eu estou eu só tenho a AKA para tudo. É por isso que eu acho que eles fazem um trabalho mais minucioso com você, eles meio que te colocam a marca deles. E isso é bom porque te dá mais segurança. Acho que foi um passo importante para a minha carreira. Eu precisava de um lugar para chamar de casa e eu encontrei.

Maynard também aproveitou para falar sobre outra rivalidade que marcou a sua carreira: as duas lutas pelo cinturão contra Frankie Edgar. E o americano não descarta uma mudança de categoria para enfrentar o ex-rival:

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– Uma derrota e um empate? Isso é algo difícil de superar, dói porque não foi uma vitória. Eu gostaria de tentar de novo, de reverter isso, mas primeiro eu tenho que cuidar do Nate. Se eu pudesse eu tentaria reverter todas as minhas derrotas, a luta que eu perdi para o Frankie Edgar, a luta contra o TJ Grant e até a primeira luta contra o Nate.

Perguntado sobre o que achou do duelo entre Georges St-Pierre e Johny Hendricks, o peso-leve afirmou que para ele foi bastante equilibrado, mas fez uma ressalva:

– Depende de como você pontua. Se os juízes não levassem em consideração só os pontos inteiros eu acho que seria melhor para o esporte. Johny fez mais naqueles cinco rounds, causou mais estrago, e se os juízes considerassem cada meio ponto, isso ajudaria a escolher quem venceu. O meu empate contra o Frankie Edgar também foi controverso. Talvez se eles tivessem levado em consideração essa regra dos meio-pontos o resultado teria sido diferente. – finalizou.

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