De um total de 44 denunciados, 38 pessoas já foram condenadas pela Justiça Estadual pela prática de assaltos na modalidade ‘saidinha de banco’ em MT. Eles foram presos durante a operação ‘Sétimo Mandamento’ deflagrada há dois anos pela Gaeco.

De todos os condenados, Maurício de Amorim, conhecido como Negão, recebeu a maior pena, 47 anos e 10 meses de prisão. Outro que recebeu uma pena alta foi Sidney da Silva Monteiro, 26 anos e 6 meses de reclusão. Os dois são apontados, na decisão, como pessoas de alta periculosidade. Enquanto Amorim era considerado alguém da ‘linha de frente’ da quadrilha, Monteiro é apontado pelo Gaeco como um dos líderes da quadrilha, responsável por 38 roubos, em todas as regiões da cidade, em um espaço de 3 meses.

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Como funcionava a organização criminosa

De acordo com a denúncia a quadrilha era dividida em quatro equipes e cada uma comandada por um líder. Os integrantes convidados a participarem das ações criminosas eram escalados pelo chefe do grupo. Em geral, eram escolhidos um ‘olheiro’, um ‘piloto’, um ‘pegador’, além do próprio líder, que geralmente exercia a função de apoio ao grupo.

As investigações mostraram que a escolha dos integrantes dos grupos era feita de acordo com a especialidade do criminoso. Cada componente do bando tinha uma função pré-estabelecida. A identificação da vítima era função do ‘olheiro’. Era essa a pessoa responsável em ficar dentro da agência bancária ou próximo do terminal de saque, identificando vítimas em potencial, na maioria das vezes pessoas que sacavam valores acima de R$2 mil. Esse papel era exercido por pessoas escolhidas a dedo pelo líder, diante da importância dessa função no bando delituoso.

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Já o acompanhamento das vítimas era uma atribuição desempenhada por quase todos, especialmente pelo ‘piloto’ e o ‘apoio’, que ficavam responsáveis em realizar a perseguição da vítima e dar suporte para o criminoso que iria enquadrá-la. Na maioria das vezes utilizam veículos com placas frias ou dobradas, dificultando assim a identificação por testemunhas ou sistema de vigilância eletrônica.

A execução do roubo era desempenhada pelo ‘pegador’, responsável em realizar a ação propriamente dita, rendendo a vítima e anunciando o assalto, mediante utilização de arma de fogo. Após fazer o assalto, esse criminoso era resgatado pelo ‘piloto’ que geralmente utilizava uma motocicleta e depois de alguns metros embarcava no veículo de apoio, este um automóvel, dificultando assim qualquer abordagem policial. A atribuição de ‘pegador’ era a mais disputada entre os criminosos e a mais arriscada da operação criminosa.

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O ‘apoio’ era a atribuição ou função desempenhada normalmente pelo líder da equipe. Responsável por permanecer alguns metros do local do assalto, realizava o monitoramento da vítima e dava o suporte ao executor que, após praticar o crime, embarcava no veículo de apoio com a arma utilizada na ação e com os bens roubados, como dinheiro, bolsa, entre outros. É o próprio ‘apoio’ quem escolhia o melhor local para realizar a divisão dos valores ou guardá-lo.

Além dessas funções, as equipes possuíam outras pessoas que davam apoio logístico, como cessão de armamentos e veículos, as quais no final das ações recebiam uma espécie de vale, ou seja, recompensa financeira pelo apoio prestado.

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