A secretária de Direitos Humanos da Presidência da República, ministra Maria do Rosário, assinou o Apelo Global contra a Hanseníase, onde um dos municípios beneficiados é Rondonópolis, me razão de ser considerado hiperendêmico.

Com a adesão do Brasil ao Apelo Global contra a Hanseníase haverá um maior compromisso na luta contra a discriminação global das pessoas atingidas pela hanseníase e na procura pela eliminação da doença e do estigma que ainda é associado a ela.

De acordo com Lourenço Ribeiro da Cruz Neto, gerente do programa de combate a Hanseníase, do ponto de vista epidemiológico tanto o Brasil quanto Mato Grosso são lideres no ranking de casos da doença e Rondonópolis é o 3º colocado no estado,

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Lourenço relata que este ano foram identificados mais de 150 novos casos, o que coloca Rondonópolis no perfil de hiperendêmico. Segundo o gerente, a Organização Mundial de Saúde preconiza que o aceitável é um caso para cada 10 mil habitantes e no município a média é 20 registros.

O preconceito e a falta de conhecimento são outros pontos importantes no combate a doenças, pois as pessoas ainda associam a Hanseníase a Lepra, que são enfermidades totalmente distintas, mas que contribui para que as pessoas adiem o tratamento e escondam o problema, pois muitas vezes são marginalizadas.

O gerente acredita que o Apelo Global será muito positivo para o combate a doença, mas defende que a triagem mais minuciosa irá aumentar os índices em razão de diagnosticar os casos escondidos, contudo depois haverá um declínio no número de novos casos.

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