O governador Silval Barbosa e o senador Blairo Maggi participaram, esta manhã, da audiência pública da Comissão de Infraestrutura do Senado, destinada a discutir o projeto Centro-Oeste competitivo, que sugere um planejamento estratégico e integrado de infraestrutura de transporte e logística de cargas da região. O estudo, de autoria de uma consultoria, apresenta levantamento de todos os portos, ferrovias e rodovias de cada Estado, o histórico de movimentação e as principais rotas aéreas, capacidade de armazenamento e consumo de cada ente que integra a região.

Pelo levantamento, estão em Mato Grosso os trechos rodoviários que operam com o dobro da capacidade. De Lucas do Rio Verde ao Posto Gil, com 213,5%; Rondonópolis a Alto Araguaia, com 202,5%; do Posto de Gil à Cuiabá, 188,3%; Cuiabá a Rondonópolis, 181,6%.

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Para reduzir os entraves, o estudo sugere, entre outros pontos, a restauração e duplicação da BR-163, que acaba de ser concessionada para a Odebrecht. A adequação do Contorno Sul de Cuiabá, duplicação da Travessia Urbana de Rondonópolis e da ALLMP entre Itirapina e Santos. A construção de Terminais da ALL, de contêineres, grãos, líquidos e fertilizantes do Complexo Intermodal de Rondonópolis e ainda, reforços ao Porto de Santos e de Paranaguá.

Outra solução citada como essencial à resolução dos gargalos é a implantação da Construção da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) entre Uruaçu (GO) e Água Boa (MT). A obra tem previsão para ser iniciada em 2014 e concluída em 2018.

Mas, na opinião de Silval Barbosa a FICO já nasce saturada entre Uruaçu (GO) e Porto Velho (RO). Para ele, a solução seria ampliar outras ferrovias para que pudessem contribuir com o escoamento da produção. “Se não pensarmos em ampliar a Ferronorte até Lucas do Rio Verde, ou até Santarém, o Porto de Itaqui (MA) terá que operar com sobrecarga”, alerta o governador.

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A partir desse levantamento, foi possível listar os principais gargalos de movimentação de carga de cada modal e estimar o custo logístico de transporte no Centro-Oeste que é de R$ 31,6 bilhões ao ano. Até 2020, esse custo deve chegar a R$ 60,9 bi.

“O Centro-Oeste pode fazer mais, há vontade dos investidores e recursos no país. Mas é preciso separarmos os atuais entraves da burocracia”, disse Silval.

“Passamos do limite e não temos chance de erros. Qualquer coisa que saia do normal, seja por erro humano ou por força da natureza, irá gerar custos muito elevados. Os demourges (custo do navio parado) que pagamos às embarcações representam milhões de reais queimados”, diz Blairo. “É preciso ter coragem para pegar o trecho Cuiabá-Rondonópolis. São de 4 a 5 horas parado numa fila formada por caminhões, e quando chega lá na frente não tem nada, nenhum acidente. A rodovia simplesmente para”, emendou. A informação é da assessoria.

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