Duas toneladas de medicamentos embarcam esta noite de Brasília para o Espírito Santo para atender às vítimas das enchentes no estado. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (26) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Segundo Padilha, são 30 tipos de medicamentos – desde anti-inflamatórios, antitérmicos, alguns tipos de antibióticos, remédios para hipertensão e diabetes até itens para socorro como atadura, gaze e soro fisiológico. O material enviado hoje será suficiente para atender a 15 mil pessoas por 30 dias. Esta é a segunda vez que o Ministério socorre o estado, desde o dia 20 de dezembro. O governo capixaba já havia recebido 2 toneladas de medicamentos.

Com o reforço de dois helicópteros – um da Força Aérea Brasileira (FAB) e outro do governo local –, o Ministério da Saúde decidiu hoje enviar ao estado mais três equipes especializadas em transporte aéreo para ajudar nos resgates do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os grupos são formados por médico, enfermeiro e auxiliar de enfermagem. No último dia 24, uma equipe já tinha embarcado para o Espírito Santo.

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O transporte aéreo está sendo usado para resgatar pessoas em áreas inundadas ou em locais de deslizamentos e levá-las para hospitais. Além dos helicópteros, Padilha disse que, até o fim da semana, os capixabas vão receber o reforço de quatro viaturas do Samu com tração 4×4, além das nove que já tinham sido disponibilizadas no início das inundações.

O Ministério da Saúde também vai deslocar dois coordenadores da Força Nacional do SUS para avaliar, junto com as autoridades de saúde locais, a necessidade de enviar equipamentos hospitalares e equipes especializadas em cirurgia para atendimentos de urgência em hospitais da região norte do Espírito Santo. A medida pode ser adotada para que os atendimentos não fiquem concentrados numa mesma região.

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“Até agora, está descartada a necessidade de montarmos um hospital de campanha naquela região. No entanto, [essa possibilidade] não está descartada definitivamente, caso aumentem as chuvas”, disse Padilha.

Apesar de não ter havido dano a nenhuma unidade que faz tratamentos de diálise e quimioterapia no Espírito Santo, desde o dia 24, as pessoas que estão em tratamento crônico estão sendo mapeadas. A Secretaria de Saúde local quer saber se os pacientes estão em abrigos, desalojados ou em casa de parentes para organizar os atendimentos, se for o caso. Os serviços de atenção básica no estado receberam reforço de 114 profissionais do Programa Mais Médicos.

Padilha também acompanha a situação em Minas Gerais. “Desde o dia 24 [de dezembro], a situação no município de Aimorés preocupa o Ministério da Saúde. Nós, inclusive, mandamos para o Minas Gerais dois kits de medicamentos e insumos de socorro que foram solicitados. Até o momento, Minas não pediu aumento da ajuda do ministério”, informou Padilha, que se reuniu, em videoconferência, com autoridades de saúde do Espírito Santo e de Minas Gerais.

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“A previsão é que as chuvas continuem. Ainda temos que manter o estado de alerta, pois há risco de chuva forte, sobretudo no Espírito Santo. Nos próximos dias, há possibilidade de inundações, deslizamentos, ou seja, o alerta tem que ser constante”, disse o ministro.

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