A iminente mudança administrativa que deve acometer o funcionalismo público municipal neste início de ano “não deve incluir a possibilidade de reduzir salários na prefeitura e as demissões só se justificam se for para pagar em dia a partir de agora”. Esta é a opinião do vereador Reginaldo Santos (PPS), dada em meio a discussões na primeira semana oficial de atividades em 2014 na Câmara de Vereadores de Rondonópolis.

Para o parlamentar, o prefeito tem todo o direito como gestor de promover mudanças, mas alerta que tudo tem de ser feito com critério e que a partir disto não será mais tolerável o atraso de salário como ocorreu com o vencimento de dezembro de 2013.

A análise do vereador vem embasada inclusive no que ouve dos próprios trabalhadores, segundo afirma. “Tenho a certeza como cidadão, até pelo empenho que noto nos corredores das repartições, que todo funcionário público do Município quer trabalhar por uma cidade melhor, agora quando o salário atrasa como foi neste mês é totalmente intolerável. Se a arrecadação e os repasses diminuíram que se promova uma adequação entre a receita e a máquina pública, mas o dinheiro do trabalhador tem que estar na conta até o último dia do mês corrente”, defende o socialista.

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Outro ponto abordado pelo vereador foi a possibilidade de redução do salário dos contratados e comissionados. Para Reginaldo, este tipo de planejamento não vai de encontro aos meios ideais de se conduzir os recursos humanos. “Quando se fala em reduzir salário eu sou contra. Isto é muito perigoso porque você desmotiva o trabalhador e há uma grande possibilidade de termos uma queda de produção muito grande (…) Quanto aos efetivos ainda bem que a lei resguarda e é irrevogável este passo para trás na carreira dos servidores”, pontua.

Reginaldo faz questão, porém, de elogiar o prefeito Percival Muniz pelos feitos conseguidos até agora, mesmo em meio a um cenário orçamentário retraído. “Creio que um dos principais legados que o Percival vai deixar em 2016, no fim desta gestão, vai ser o de ter destravado obras. Assim já foi com os PSFs inaugurados no fim do ano passado, a liberação das alças do viaduto, em um trabalho junto ao Governo Federal, a conclusão da ponte da 13 de maio, os projetos de drenagem e pavimentação do PAC II, que estavam parados em muitos locais e principalmente a regularização da Coder. Eu não tenho dúvida que com a certidão agora, o prefeito vai usar muito a Coder e vários problemas crônicos de drenagem e terrenos acidentados serão resolvidos nos bairros, como já está sendo no Cidade de Deus”, disse.

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Correligionário de Percival, Reginaldo comenta que vê a ideia dos gabinetes como fora da realidade rondonopolitana. “Acho interessante a modernização da gestão, mas sinceramente a ideia dos gabinetes, apesar de na teoria parecer boa, foi um erro. A gerência de recursos e a própria condução de cada setor fica um tanto quanto impróprio para nós, mas creio que o prefeito vai consertar isto agora”, comentou.

O vereador acredita que apesar dos problemas na receita municipal caírem todos sobre os ombros da Administração, outros representantes políticos que representam a região sul de Mato Grosso, principalmente em Brasília, poderiam ao menos tentar fazer algo pela mudança deste quadro. “A Lei Kandir nos impede de acessar uma grossa camada da nossa própria capacidade de produção, já que a maioria do que sai daqui vai para a exportação e os impostos ficam todos retidos na mão do Governo Federal. Isto é um absurdo para cidades como Rondonópolis, que são responsáveis pelo superávit da balança comercial dos últimos 10 anos. Nossos deputados federais têm a obrigação de se mexer e abrir um discussão no congresso para esta correção histórica”, argumentou.

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