O lutador brasileiro Vitor Belfort confirmou nesta quarta-feira que vai pedir uma isenção para o uso da terapia de reposição de testosterona (TRT) em sua próxima luta, contra o americano Chris Weidman, pelo cinturão dos pesos-médios do UFC. O combate ainda não tem data ou local confirmados, mas a expectativa é que seja realizado em Las Vegas, cidade americana em que Belfort já foi flagrado em exame antidoping, em 2006, por uso de esteroides.

A declaração foi dada ao programa “UFC Tonight”, telejornal oficial do Ultimate na TV americana, após Glenn Robinson, agente da equipe Blackzillians, dizer ao site “MMA Fighting” que achava que ele não pediria pela isenção para a polêmica terapia. Belfort, porém, afirmou que precisa do TRT como tratamento médico para seus níveis baixos de testosterona.

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Se a luta for confirmada para Las Vegas, ele terá de provar que sua condição não é consequência de seu abuso de esteroides no passado, como disse o ex-diretor executivo da Comissão Atlética de Nevada, Keith Kizer, ao Combate.com. Lá, Belfort foi flagrado após uma derrota para Dan Henderson pelo Pride, em 2006, por uso de 4-hidroxitestosterona, e foi suspenso por nove meses. Na época, o lutador argumentou, com ajuda de uma carta do endocrinologista Dr. Rodrigo M. Greco, que o esteroide foi administrado após uma cirurgia no joelho, sem que ele soubesse que se tratava de substância proibida.

O lutador carioca recebeu licença para lutar em Las Vegas pela última vez em 2011, quando enfrentou Anderson Silva na cidade. Foi logo depois desse combate que Belfort iniciou seu tratamento de reposição hormonal, de acordo com o que contou ao Combate.com em julho do ano passado, embora seu uso só tenha sido tornado público após sua vitória sobre Michael Bisping em janeiro de 2013. Quatro das últimas seis lutas do peso-médio foram no Brasil, onde a Comissão Atlética Brasileira concede a isenção, mas exige exames regulares de sangue e urina para garantir que ele não ultrapasse os limites de testosterona no organismo. As outras duas lutas foram na Filadélfia, nos EUA, e em Toronto, no Canadá, mas não ficou claro se Belfort recebeu autorização para o tratamento nesses dois locais.

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