Usain Bolt já mostrou mais de uma vez o quão competitivo é. Bicampeão olímpico nos 100m e 200m, o jamaicano teve revelada mais uma de suas facetas em sua biografia “Mais rápido que um raio”, que nesta semana ganhou tradução para o francês. Nela, Bolt comenta sobre a derrota para o companheiro de equipe da Racers Track Club Yohan Blake durante a seletiva jamaicana para as Olimpíadas de Londres, em Kingston, na Jamaica.

Dizendo não ser amigo de Blake, Bolt lembra que se aproximou do rival após o fim da prova, mas que ao contrário do que o mundo pensava, sua iniciativa não foi para parabenizar o vencedor do momento.

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– Levantei-me e fui até o Blake. Fui gentilmente, então aos olhos do mundo parecia que fui felicita-lo. Em vez disso, eu estava fora de mim, não aceitava e achei que era a hora de resolver aquilo. Falei que isso não ia acontecer de novo e que ele iria voltar para o lugar dele – lembra Bolt.

Ao ver a repetição da corrida, Bolt havia ficado irritado com a comemoração de Blake.

– Aquilo me deixava louco. Ele colocou o dedo nos lábios e pediu silêncio de todo o estádio, inclusive a mim. Rebobinei a fita. Não me contive. Não era uma piada. Sua arrogância era insuportável para mim, porque nos dois anos que venci seguidamente, eu nunca parei de apoiá-lo – explica o jamaicano.

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Naquele momento, Bolt já pensava nas Olimpíadas de Londres. Quando venceu, ele disse ter dado o troco. Nos vídeos das comemorações após os 200m, é possível ver, logo ao completar a prova, Bolt levando o dedo aos lábios, devolvendo a provocação, como ele mesmo diz no livro.

– Eu treinei para vencer o Blake e só a ele. Era quem eu queria derrubar em Londres e mostrar-lhe que eu era um campeão. Era um confronto entre nós dois e quando eu venci a corrida virei para ele, que estava atrás de mim, e olhei para ele e coloquei meu dedo nos lábios. Era a minha mensagem. Nunca mais falte o respeito comigo. A sua expressão mostrava que ele entendeu – finalizou o bicampeão olímpico.

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