A moeda americana fechou em queda e voltou à casa de R$ 2,35 nesta segunda-feira (13), pela primeira vez no ano. A desvalorização também foi ajudada pelo Banco Central, que anunciou uma nova intervenção para ajudar na queda, e pela expectativa de que a redução do estímulo nos Estados Unidos continuará sendo gradual.

A moeda norte-americana caiu 0,6%, para R$ 2,3509, a menor cotação de 2014 e desde o dia 27 de dezembro.

Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1 bilhão.

Na mínima do dia, a queda chegou a ser de mais de 1%, para R$ 2,3414. “Não houve nenhuma grande notícia, mas estamos vendo algum fluxo de entrada”, afirmou à Reuters o economista-chefe do Espírito Santo Investment Bank, Jankiel Santos, para explicar a queda mais forte neste início de tarde.

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O dólar abriu os negócios em queda ante o real, com os investidores reagindo à decisão do BC de iniciar na próxima quinta-feira o processo de rolagem dos swaps que vencem em 3 de fevereiro no valor equivalente a US$ 11,028 bilhões. A operação funciona como uma espécie de venda de dólares no mercado futuro e ajuda na queda da moeda.

“Num contexto de dados fracos sobre o mercado de trabalho norte-americano, a decisão do BC de começar a rolar os vencimentos em fevereiro levou o mercado a comprar um pouco de real”, afirmou à Reuters o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo, que acredita que a rolagem deve ser integral.

Nesta manhã, o BC deu continuidade às rações diárias, vendendo a oferta total de 4 mil swaps tradicionais com vencimento em 2 de maio de 2014. A operação teve volume financeiro equivalente a US$ 199,2 milhões.

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Queda em outros locais

O dólar caiu também em relação a outras moedas de perfil semelhante ao real, ainda reagindo à expectativa de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, continuará reduzindo gradualmente seu programa de compra de títulos.

O dólar australiano, por exemplo, avançou 0,90% ante a moeda dos EUA, que recuava cerca de 0,30% frente ao peso chileno.

“Os números sobre os EUA de sexta-feira foram muito surpreendentes. É natural que eles continuem pressionando o dólar hoje”, afirmou à Reuters o operador de uma corretora nacional. A maior economia do mundo abriu 74 mil postos de trabalho em dezembro, pior resultado desde janeiro de 2011 e abaixo da estimativa de analistas, que previam 196 mil.

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