A confirmação de que Bernie Ecclestone será levado a julgamento em Munique, na Alemanha, sob acusação de suborno, provocou reações imediatas na Fórmula 1. O grupo CVC, acionista majoritário da categoria, resolveu afastar o britânico de 83 anos do quadro de diretores da competição. De acordo com comunicado divulgado nesta quinta-feira, a decisão partiu de Bernie e foi acatada pelos demais sócios. No entanto, o dirigente continuará gerindo os negócios, mas será monitorado pelo conselho diretor do grupo.

– Após discussões com o conselho, o Sr. Ecclestone propôs deixar o cargo de diretor até que o caso seja concluído. A medida tem efeito imediato, com o abandono de seus deveres e responsabilidades perante o conselho até que o término do julgamento. O conselho acredita que é melhor para o interesse da F-1 que o Sr. Ecclestone continue gerindo o dia a dia do negócio, mas sujeito a maior monitoramento e controle pela diretoria. O Sr. Ecclestone concordou com essas condições – afirma o comunicado do grupo CVC.

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Ecclestone é acusado de ter subornado o ex-diretor do banco alemão BayernLB, Gerhard Gribowsky, para que ele convencesse a instituição financeira a vender as ações da categoria. Na época, o BayernLB era dono de 48% da Slec Holdings, companhia que controlava os direitos comerciais da F-1. Segundo o ex-banqueiro, Bernie criou várias entidades na operação para burlar a declaração desse dinheiro à Receita da Alemanha. Os fundos teriam origem em contas bancárias do Caribe e das Ilhas Maurício.

Gribowsky afirmou sob juízo que aceitou subornos de Ecclestone, totalizando 44 milhões de euros em 2006 e 2007, durante a venda da participação do BayernLB na categoria ao fundo de investimentos britânico CVC. Gribkowsky foi preso em janeiro de 2011 acusado de corrupção, fraude e quebra de confiança com seus antigos empregadores. O ex-banqueiro cumpre uma pena de oito anos e meio. Ecclestone admite ter feito os pagamentos, mas alega que realizou a transação por ter sido ameaçado de chantagem pelo alemão.

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– O Sr. Ecclestone garante que é inocente das acusações feitas contra ele, e pretende defender vigorosamente sua posição durante o julgamento, que terá início no final de abril de 2014. Até lá, a aprovação e a assinatura dos contratos significativos e outros acordos comerciais relacionados à Fórmula 1 ficarão sob responsabilidade do presidente, Sr. Peter Brabeck-Letmathe, e do vice-Presidente, Sr. Donald Mackenzie – conclui o comunicado emitido pelo grupo britânico.

Em novembro de 2013, quando o escândalo de suborno passou pela justiça britânica, Donald Mackenzie, que também é co-fundador do CVC, afirmou que pretende demitir o chefão da Fórmula 1 caso a justiça alemã o considere culpado pelo esquema de corrupção. Durante seu depoimento no Tribunal Superior de Londres, Ecclestone reafirmou sua inocência, disse que as acusações não têm fundamento e garantiu estar sendo vítima de uma conspiração articulada por Gribkowsky.

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