Jayme de Almeida não deu a Elano, seu principal reforço para a temporada, a missão tática de substituir Elias, sua maior perda até o momento para 2014, contra o Duque de Caxias. Mas o experiente meia chamou para si essa responsabilidade. Muralha, que entraria na posição do jogador que tenta convencer o Sporting de Lisboa a aceitar a proposta do Flamengo, não teve uma grande atuação e, enquanto Elano aguentou, os rubro-negros jogaram no seu ritmo. Na etapa final, cansou, mas saiu aplaudido e deixou claro que, a partir de agora, bola parada é com ele O outro estreante do dia, Alecsandro, mostrou o faro de gol na primeira oportunidade que teve e iniciou a reação no Maracanã – o Flamengo empatou após estar perdendo por 2 a 0.

Ao contrário de Elano, que chegou para minimizar os efeitos no campo da saída de Elias, que hoje treina em Lisboa mas ainda mantém esperança de ficar na Gávea, Alecsandro foi contratado para assumir o lugar de Hernane que, ao que tudo indicava, também deixaria o clube, mas rumo ao Oriente Médio. O Al Jazira, contudo, acabou contratando outro atleta e o Brocador ficou. O reforço se tornou sombra, uma sombra que, a partir dos 24 minutos do segundo tempo do duelo no Maracanã, se tornou bem ameaçadora. Em sua primeira oportunidade, Alecsandro cabeceou de forma precisa, iniciou a reação rubro-negra e ganhou pontos com a arquibancada, já que o titular que passou por cima da descrença e se firmou na marra na posição em 2013, neste domingo, não transformou suas chances em gol.

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Em campo, Elano cobrou faltas e ditou o compasso do meio de campo, com Amaral dando toques para o lado e Muralha pouco participativo. Carlos Eduardo foi, em breves momentos, parceiro de toques mais refinados, e, enquanto o fôlego durou, o principal reforço para a temporada até agora conseguiu cumprir o papel que o jogo lhe forçou a tomar. Mostrou que tem o respeito do grupo ao, logo na estreia, não deixar dúvida de que, a partir de agora, é o principal cobrador de faltas da equipe que disputará a Libertadores. Cobrou todas até ser substituído. Uma delas, a primeira, parou no travessão.

Do banco de reservas, Jayme de Almeida gostou do que viu. E já apreciava o que vinha observando nos treinos. Um Elano dedicado e se entrosando rapidamente com o elenco. O entrosamento, no jogo, não foi ideal. Por vezes, o meia tentava fazer um corta-luz e não era compreendido, ou lançava a bola em um espaço vazio sem que o companheiro que deveria ir para o lance conseguisse antever o que faria e se antecipar à marcação. Para Jayme, se tratando de uma estreia, foi motivo de satisfação.

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Na frieza dos números, de acordo com scout do GloboEsporte.com, Elano pagou o preço por assumir a responsabilidade de conduzir um time que ainda se prepara para jogar a principal competição que disputará neste semestre. Foi quem mais errou passes: sete, de um total de 27. Os volantes, que não tiveram grande destaque, tiveram números bem superiores. Amaral só errou dois em 50 passes, Muralha errou quatro em 70. Mas nenhum deles arriscou mais do que, quando muito, viradas de jogo. Elano buscou tabelas, tentou enfiar entre a zaga para os atacantes e deu a cara a tapa, mesmo ainda fora da melhor condição física. Sem contar o choque com a trave, minutos antes de ser substituído.

– (Elano) chegou há pouco tempo, fez um meio de campo bom pelo lado direito, ainda se entrosando com a equipe, é novo no grupo. Enquanto teve fôlego, ajudou. No segundo tempo teve aquela pancada, que foi feia, e coloquei o Gabriel. Para início de temporada, gostei – analisou Jayme de Almeida.

Alecsandro também subiu no conceito do treinador, que só fez uma reclamação do time na entrevista coletiva após o empate com o Duque de Caxias, ainda no Maracanã: falta de tranquilidade e capricho nas finalizações. Um puxão de orelhas em Hernane? Talvez. Mas certamente uma mensagem positiva para o novo atacante rubro-negro. No scout, Hernane teve quatro finalizações: duas para fora, uma bloqueada e uma defendida. Alecsandro teve duas, uma defendida e outra direto para a rede. Jayme elogiou não apenas o atacante, mas também Gabriel, que começou bem sua passagem pelo clube, mas caiu de rendimento no segundo semestre de 2013.

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– O time sentiu um pouco (os dois gols do Duque de Caxias), começou a tentar de novo e com a entrada do Alesandro e do Gabriel deu um gás novo e conseguimos o empate. É normal depois de um segundo gol cair um pouquinho, dar uma desanimada. O Gabriel deu sangue novo, você sente que está querendo, isso é bom. Acho que no sentido de dar um pouco mais de força, o time melhorou, atacou mais e conseguiu os dois gols. Fico feliz porque foram trocas que, além dos gols, melhoraram o ataque, fizeram o Flamengo ficar mais forte na frente.

O próprio Alecsandro analisou sua atuação e o desempenho rubro-negro na partida ao deixar o gramado. Para ele, o gol na estreia marca um momento importante na sua longa carreira e a oscilação apresentada pela equipe é natural por ser a primeira partida do grupo que disputará a Libertadores – o primeiro jogo será contra o León, do México, no dia 12 de fevereiro.

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