A alienação parental já foi assunto de artigos anteriores e é um tema amplamente debatido atualmente e que vem tomando grandes proporções. Trata-se de uma campanha difamatória do pai ou da mãe contra o outro genitor, que narra maliciosamente fatos que não ocorreram. Essa prática distorce a realidade, fazendo com que a criança se afaste do genitor, ocasionando o rompimento de laços extremamente importantes.
É forte e justa a campanha do Poder Judiciário em combater a alienação parental, chegando inclusive, a retirar definitivamente a guarda de mães e pais alienadores, entretanto, essa onda de processos e punições severas contra a alienação parental fez surgir um novo instituto, a “alienação parental preparada”.
A alienação preparada ocorre quando o genitor pretende obter a guarda do menor através de uma falsa acusação de alienação parental. Ele manipula o outro, para que, o outro sem perceber e sem que tenha essa intenção, cometa pequenos atos alienadores.
É considerado alienação parental dificultar o contato da criança com o genitor, utilizando-se dessa “arma”, um pai, que pretende se beneficiar de uma falsa acusação de alienação parental, por exemplo, inventa programas em dias e horários inadequados para fazer com a criança, de forma constante, sempre avisando a mãe via e-mail ou por mensagem celular, a fim de incomodá-la com constantes alterações na rotina do menor.
Em outros casos, o pai, cria compromissos importantes em seus dias de visita, solicitando à mãe que troque com ele os finais de semana, com o mesmo intuito de atrapalhar a rotina da mãe e da criança e de criar constantes inconvenientes.
Nos exemplos acima, a intenção do pai é irritar e desestabilizar a mãe, a ponto de que criar um ambiente conflituoso para que ela passe a agir com hostilidade contra o ele. É nesse ambiente hostil que o genitor começa a produzir provas de que a mãe está escondendo a criança ou impedindo seu convívio com o pai.
Em outras oportunidades, o pai exige da mãe informações minuciosas sobre o menor, chegando ao ponto de exigir relatórios semanais com dados que nem a própria mãe sabe calcular, como por exemplo, quantos banhos a criança tomou naquela semana, ou quantas mamadeiras tomou, quantas fraldas usou. E caso a genitora se negue a apresentar tais dados, é acusada de alienação parental na modalidade “ocultar informações sobre a criança”.
O consequente comportamento hostil da mãe passa a ser registrado pelo pai durante um longo período, seja através de gravações clandestinas, ou mensagens de texto, que certamente serão interpretadas em um processo judicial em desfavor dessa genitora, que sem perceber, está sendo induzida a praticar atos de alienação parental ante o comportamento inconveniente e reiterado do pai.
Por isso é preciso ficar atento, em casos onde exista grande conflito sobre guarda dos filhos é sempre importante conhecer a legislação que trata do tema, manter a calma e não deixar ser dominada por pressões psicológicas, procurando sempre orientação de um profissional especializado na área.

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*Por Juliana Barros

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