As compras em hiper e supermercados foram as principais responsáveis pela alta de 0,7% no varejo do país em novembro de 2013, na comparação com outubro, mesmo com a inflação dos alimentos, que, em novembro, no acumulado de 12 meses, chegou a 8%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país.

Para Aleciana Gusmão, técnica da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os ganhos reais das famílias e a estabilidade no emprego garantiram o bom desempenho do setor. Ajudou ainda o fato de a inflação dos alimentos ter diminuído. Na comparação com novembro de 2012, a alta foi de 5,7%. O segmento responde por 40,3% na formação do índice geral do varejo.

Leia também:  Imposto será zerado para equipamentos e produtos de informática importados

“A inflação da alimentação no domicílio chegou a 13% em fevereiro, no acumulado de 12 meses”, ressaltou a técnica nesta quinta-feira (16), ao divulgar a Pesquisa Mensal de Comércio.

O segundo item a puxar a alta do varejo foi o setor de móveis e letrodomésticos, 1,5% na comparação com outubro e 9,1% ante novembro de 2012. Para Aleciana, o comportamento do setor chama a atenção, uma vez que em outubro de 2013 as alíquotas de IPI começaram a ser recompostas gradualmente. O segmento pesa 16,5% na formação do índice geral do varejo.

“A linha branca começou a repor o IPI, mas o setor continua bom. Pode ser que os consumidores tenham antecipado compras, uma vez que o IPI vai ser reposto ao patamar original. Muitos também aproveitaram a primeira parcela do 13º salário”, disse.

Leia também:  Alto Araguaia | Exportação cai 11% no mês de julho

A recomposição do IPI sobre os automóveis também pode ter levado os consumidores às concessionárias, disse a técnica. Em novembro, as vendas do setor tiveram alta de 2,5% ante outubro, e de 3,3% em relação a novembro de 2012.

Aleciana ressaltou o bom desempenho do varejo em material de construção: 0,5% na comparação com outubro e 5,1% em relação a novembro de 2012. Em 12 meses, o segmento cresceu 7%.

“O crédito está favorável, o governo tem disponibilizado uma parcela do FGTS para crédito imobiliário e, segundo pesquisa do Banco Central, a inadimplência do crédito para pessoa física, de 4,8% em novembro, foi a mais baixa desde o início da série histórica, em março 2011”, disse.

Leia também:  Preço da gasolina sobe para R$4,11 nos postos de Rondonópolis

Alta generalizada

A alta no varejo foi generalizada, com apenas um item pesquisado apresentando recuo de 2,1% em relação a outubro: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação.

Na comparação com novembro de 2012, o segmento teve alta de 10,4%, mostrando desaceleração no ritmo de crescimento: em outubro marcou 10,6% e em setembro, 16%.

Segundo Aleciana, a desaceleração no setor se deve à alta dos preços dos microcomputadores, impactada pelos efeitos do câmbio.

“Em novembro, no acumulado dos 12 meses, a variação do IPCA dos microcomputadores marcou 5,6%”, explicou.

 

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.