Vencer a São Silvestre em 2013 foi um verdadeiro alívio para a queniana Nancy Jepkosgei Kipron. Após chegar como favorita à prova em outras oportunidades e não corresponder às expectativas, a atleta se mostrou satisfeita por superar a “barreira psicológica” que a separava do lugar mais alto do pódio na tradicional corrida paulistana. Uma vitória pessoal, que confirmou o quinto título consecutivo do Quênia entre as mulheres.

O grande número de participantes e países envolvidos assustava Kipron, que se sentia inibida para correr a São Silvestre. Desta vez, o domínio foi evidente na parte final da prova: soberana na subida da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, a campeã fechou com o tempo de 51m58s, dez segundos à frente da etíope Netsanet Kebede.

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– Era a pressão. A São Silvestre é uma corrida internacional, e eu tinha medo que viessem atletas de fora melhores que eu. Tinha isso na minha mente. Era preciso mudar a cabeça e encarar a corrida de outra forma para ter um ano melhor – avaliou a atleta.

Desta vez, o ano começou e terminou de forma perfeita para a queniana. Tricampeã da Volta da Pampulha, Nancy Kipron havia vencido a Corrida de Reis, no dia 6 de janeiro, logo no início de 2013. Em sua última prova da temporada, não deu chances às rivais e superou todos os traumas. Após um início muito bom, ela manteve a vantagem e, enfim, subiu ao lugar mais alto do pódio da São Silvestre.

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– Eu já havia ganhado outras provas no Brasil, mas o desafio era me superar e vencer essa corrida. Agradeço a oportunidade de correr a São Silvestre. Foram dois meses de treino, sendo o último realmente muito forte – completou.

Em 2011, a campeã chegou a chorar antes da São Silvestre, fato que deixou claro para o técnico Coquinho o tamanho do bloqueio mental da queniana com a prova. Questionada sobre qual era o primeiro desejo após superar o trauma, ela não teve dúvida: retornar à cidade de Nova Santa Bárbara – no interior do Paraná, onde treina – e comemorar muito.

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