A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alertou hoje que a violência no Sudão do Sul pode fazer disparar a fome no país, que, antes do conflito armado, estimava ter 4,4 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar. Em comunicação divulgado nesta segunda-feira (13), a FAO informou que são precisos US$ 61 milhões de dólares (R$ 145,2 milhões) para proteger e reconstruir a segurança alimentar dos sul-sudaneses.

“Os esforços da FAO estão focados na obtenção de sementes, vacinas para o gado, equipamentos de pesca e outras melhorias agrícolas, assim como tecnologias e serviços para as famílias, cuja produção de alimentos é perturbada pelo conflito e pelo deslocamento de pessoas”, informou o documento da organização.

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A situação no país deteriorou-se rapidamente desde que os confrontos se intensificaram, em meados de dezembro. A crise provocou mortes, fuga de milhares de pessoas e perturbou o desenvolvimento agrícola e de atividades humanitárias cruciais para de milhões de pessoas. Estima-se que 78% da população rural do Sudão do Sul dependa de alguma atividade agrícola para sobreviver, incluindo agricultura, pecuária, atividades florestais e pesca.

“É essencial que a segurança e a estabilidade regressem ao Sudão do Sul imediatamente para que as pessoas deslocadas possam regressar às suas casas, aos campos e às zonas de pesca. O timing [tempo] é tudo; há peixes nos rios agora, os pastores tentam proteger os seus rebanhos e a época da plantação de milho e amendoim começa em março”, disse a representante da FAO no Sudão do Sul, Sue Lautze.

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A crise no país afeta as rotas de abastecimento e o deslocamento de comerciantes e provoca aumento dos preços dos alimentos e dos combustíveis. Segundo a FAO, houve fechamento de mercados locais, que são importantes para as populações dependentes da agricultura e da pesca.

O Sudão do Sul, independente desde julho de 2011 do Sudão, enfrenta uma crise devido ao enfrentamento entre forças governamentais e rebeldes. Os combates causaram milhares de mortes e perto de 200 mil deslocados. Para evitar que a crise se transforme em uma guerra civil, países africanos estão envolvidos em esforços de mediação do conflito. Tanto os Estados Unidos quando a União Europeia (UE) enviaram representantes para a região.

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