O papa Francisco substituiu ontem (15) a comissão de cardeais que supervisiona o Instituto para as Obras Religiosas (IOR), que equivale ao Banco do Vaticano.

Da antiga comissão, só o cardeal francês Jean-Louis Tauran, conhecido na Cúria Romana pelo rigor, vai continuar. O antigo secretário de Estado cardeal Tarcisio Bertone, braço direito do papa emérito Bento XVI, foi destituído do órgão.

Ao lado de Tauran, vão estar o novo secretário de Estado Pietro Parolin, o cardeal de Viena Christoph Schonborn, uma das figuras mais respeitadas do episcopado europeu, o de Toronto (Canadá) Thomas Christopher Collins e o Arcipreste da Basílica de Santa Maria Maior, cardeal espanhol Santos Abril y Castelló.

A comissão, que controla tudo no IOR com relação ao papa, tem um mandato de cinco anos. É um dos organismos que gere o instituto, e tem sido alvo de críticas pela atuação e acusado de suposta lavagem de dinheiro.

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O papa Francisco consultou, desde o verão, peritos sobre como reformar o IOR. As 19 mil contas do banco estão sendo investigadas, uma a uma.

Além de Bertone, saem da comissão mais três cardeais: o italiano Domenico Calcagno, o brasileiro Odilo Scherer e o indiano Telesphore Toppo. O papa decidiu não esperar o fim do mandato para proceder a mudanças.

A comissão de peritos, nomeada no verão passado por Francisco, deverá apresentar as primeiras conclusões na próxima reunião de cardeais (grupo de oito cardeais encarregados pelo papa da reforma das instituições do Vaticano), em fevereiro.

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