A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou que a Pirelli seguirá como fornecedora exclusiva de pneus da Fórmula 1 pelos próximos três anos. Diante das mudanças que começam a valer no campeonato de 2014, a fabricante italiana terá um dos 12 dias de testes da pré-temporada dedicados unicamente aos compostos, que serão mais exigidos com a adoção dos novos motores V6 turbo. Além disso, cada equipe precisará reservar um dos oito dias de testes realizados no decorrer da temporada para os pneus.

Com as medidas, a Pirelli pretende corrigir possíveis falhas na segurança dos compostos, colocada em xeque após o “festival” de pneus furados que prejudicou as corridas de alguns pilotos no GP da Inglaterra do ano passado, realizado em junho. Fornecedora exclusiva da F-1 desde 2011, a empresa também foi alvo de críticas por causa do famigerado “Testgate”, quando a Mercedes foi punida por usar o carro de 2013 durante um teste em maio no circuito de Barcelona, dias depois do GP da Espanha.

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Após a má impressão deixada em Silverstone, a Pirelli anunciou a introdução de novos tipos de pneus traseiros, reforçados com uma cinta de kevlar (material usado em coletes a prova de bala) no lugar do aço. A fabricante também exigiu mais oportunidades de testar seus compostos, de preferência com os carros projetados para a temporada 2014, sob a ameaça de não renovar o contrato com a FIA. Diante da indefinição, a francesa Michelin chegou a mostrar interesse em retornar à categoria, onde esteve pela última vez em 2006.

Palco do GP do Brasil, última etapa da temporada 2013, Interlagos serviria para que os novos pneus, com as especificações estipuladas para o próximo campeonato, fossem testados no primeiro dia de treinos livres, mas a chuva acabou com a atividade. A Pirelli, contudo, minimizou a falta de testes em São Paulo. As equipes levaram protótipos para os treinos livres, mas somente o tetracampeão Sebastian Vettel completou uma volta com eles em pista molhada.
Após a renovação do contrato com a FIA, a Pirelli deverá ter uma participação crucial nos testes da pré-temporada, que começam em Jerez de la Frontera, na Espanha, entre os dias 28 a 31. Na sequência, os competidores participam de duas baterias de avaliações no Bahrein, entre os dias 19 e 22 de fevereiro, e de 27 de fevereiro até 2 de março. A temporada 2014 começa entre os dias 13 a 16 de março, com o GP da Austrália.

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Entenda o ‘Testgate’

De 15 a 17 de maio do ano passado, Mercedes e Pirelli realizaram 1.000 km de testes com o carro de 2013 da equipe alemã no circuito de Barcelona, dias depois do GP da Espanha. Lewis Hamilton e Nico Rosberg, titulares do time, revezaram-se ao volante na sessão usando capacetes anônimos, na cor preta. A atividade foi descoberta no dia 26 de maio, poucas horas antes do GP de Mônaco. A revelação caiu como uma bomba no paddock e provocou a ira das demais equipes. Ferrari e RBR encaminharam protestos oficiais à FIA, que decidiu levar um caso, pela primeira vez, ao Tribunal Internacional, criado para julgar casos com maior independência.

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No julgamento, a FIA garantiu que não deu permissão oficial para a Mercedes participar de um teste com o carro de 2013. A entidade afirmou ainda que a sessão caracterizaria uma violação ao regulamento desportivo da Fórmula 1, e que a Mercedes poderia ter levado vantagem esportiva. A escuderia alemã se defendeu argumentando que o fato de a atividade ter sido organizada e conduzida pela Pirelli descaracterizaria uma violação da equipe. Por sua vez, a fabricante italiana afirmou que a FIA não tinha poder para puni-la. Como pena, a Mercedes foi excluída do teste para jovens pilotos realizado em Silverstone, em julho, e a Pirelli recebeu uma reprimenda.

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