Assim como o lutador Anderson Silva, uma campeã brasileira também passou por momentos difíceis em função de uma cirurgia na perna esquerda. A ponteira Natália, que defende o Campinas, não teve exatamente o mesmo problema que o ex-campeão do UFC, mas passou por um procedimento semelhante, e ao assistir à luta pelo cinturão dos médios entre Anderson Silva e o americano Chris Weidman, no último sábado, voltou a viver o próprio drama, e relata que ainda hoje, dois anos depois da cirurgia, chega a sentir dores no local

– Senti muito por ele sim, até para dormir depois foi difícil. Você fica pensando naquelas imagens fortes e vem todo um filme na cabeça de tudo o que passei – relembra Natália.

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Assim como o lutador, ela teve que passar por cirurgia na perna esquerda, mas para a retirada de um tumor benigno. O caso do lutador foi de fratura de tíbia e fíbula. Apesar do motivo diferente, o procedimento cirúrgico foi parecido. Ambos tiveram que colocar uma haste de titânio dentro da tíbia pra estabilizar os ossos. Seis meses depois da operação, Natália voltou a jogar.

– Meu corpo começou a se comportar de uma maneira que eu não estava acostumada, saltar do jeito que saltava eu não conseguia mais. A sua cabeça quer fazer, mas seu corpo não responde. A parte psicológica é muito importante nessa hora e tem que ser bastante trabalhada.
O vôlei não é um esporte de contato, ao contrário do MMA, e Natália revela que mesmo depois de mais de um ano e meio da cirurgia, ainda sente dores no local.

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– Só quando tenho esse contato direto com a canela, se bato em algum móvel, depois do treino passo a mão ela está dolorida, mas na movimentação dentro da quadra não sinto absolutamente nada – diz a jogadora.

O problema é que no MMA chutes na canela são frequentes, por isso a dúvida é maior quanto à volta do brasileiro ao octógono. Natália manda recado ao lutador, alguém que já passou por dúvidas e dores parecidas.

– Quando a gente quer muito uma coisa, isso acaba acontecendo. Estou torcendo demais para que ele tenha uma boa recuperação e que volte a dar alegria. Se ele quiser voltar a dar alegria para a gente, agradecemos – avisou Natália.

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