Tem gente que diz que tudo com castanha do Brasil fica bom! Além de muito gostosa, ela também é bastante saudável. Não é a toa que essa iguaria brasileira é cada vez mais cobiçada no exterior. As Mulheres do Cantinho da Amazônia, uma associação que trabalha com o beneficiamento e venda de castanha no município de Juruena, Mato Grosso, sabem muito bem do poder desse alimento. Elas produzem farinha, macarrão e azeite, sempre com a castanha como matéria-prima principal. Este ano elas estão iniciando o projeto CultivAção, que com o patrocínio da Petrobras, através do Programa Desenvolvimento e Cidadania, vai ampliar a produção, gerar mais renda e inclusão para quem vive da extração da castanha. Para celebrar o inicio do projeto a gente preparou algumas curiosidades que você provavelmente não sabia sobre esse super alimento.

1. Um produto com vários nomes
O nome científico da castanha é Bertholletia excelsa. Ela é conhecida por vários nomes como castanha-do-pará, castanha-do-acre, ocari e tururi. No exterior, é comumente associada ao Brasil (Brazil nut, noce del Brazile, noix du Para,etc.). Entretanto, a Bolívia é o maior exportador do produto do mundo. Legalmente, desde 1961, para efeito de comércio exterior, é denominada como castanha-do-brasil.

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2. Um super alimento que faz bem pra saúde
Por ser altamente nutritiva (duas castanhas têm o mesmo valor nutritivo de um ovo), a castanha é recomendada para pessoas desnutridas e lactantes. De sua composição, 18% é pura proteína e tem minerais como fósforo, potássio e vitamina B, além de ferro, selênio e zinco.

3. “Carne vegetal”
Apenas três amêndoas podem substituir uma refeição, devido ao alto teor de proteínas, lipídios e vitaminas que possui. Por isso, é popularmente chamada de “carne vegetal”. A castanha é consumida, normalmente, “in natura”, cozida ou cristalizada. É usada, também, em confeitarias e indústrias de chocolates.

4 Alimento radioativo?
Sim, as raízes das castanheiras são tão extensas e crescem tão profundamente no solo que absorvem níveis elevados de rádio, uma fonte natural de radiação. Mas não se preocupe, os níveis presentes não são prejudiciais à saúde e nem causam mutações no organismo, pelo contrário, a maior parte da radiação é eliminada na urina e nas fezes.

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5. Tudo se aproveita
O óleo da castanha, por suas características semissecativas, é um ótimo ingrediente para elaboração de tintas. Na cozinha, ele pode substituir facilmente o azeite de oliva. Da prensagem da amêndoa no processo de extração do óleo podemos obter a farinha e o farelo.

6. Um alimento com a cara do Brasil
A castanha-do-Brasil é uma árvore intimamente ligada à cultura das populações tradicionais da Amazônia. Seus produtos e subprodutos são utilizados há várias gerações, como fonte de alimentação e renda. Sua comercialização é positiva econômica e sustentavelmente, uma vez que as castanheiras protegem o meio ambiente e ajudam a preservar o equilíbrio da natureza.

7. O selênio da castanha ajuda no combate ao câncer
A castanha do Brasil é fonte privilegiada de selênio, que em conjunto com a vitamina E, impede a degeneração da membrana que envolve a célula, protegendo-a da oxidação e contribuindo para melhorar as defesas do organismo. Pode atuar na redução dos níveis de colesterol, Alzheimer, câncer de mama e outras doenças crônico-degenerativas.

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8. O perigo dos fungos
O consumidor deve ficar atento a respeito da procedência do produto e nunca ingerir castanhas mofadas. Os fungos presentes nelas produzem as aflatoxinas que, num efeito inverso ao do selênio, causam problemas de saúde com alto potencial cancerígeno.

9. É uma fonte de renda para comunidade rurais
A castanha é encontrada nas matas de terra firme em vários países da região amazônica, com destaque para o Brasil, a Bolívia e o Peru. No Amazonas, a espécie ocupa, principalmente, as regiões de Maués e dos rios Purus, Negro, Solimões e Madeira – onde sua exploração é uma atividade econômica realizada pela maioria das comunidades rurais.

10. Gigante da Amazônia
A castanheira-do-pará é uma grande árvore, chegando a medir entre 30 e 50 metros de altura. Está entre as maiores árvores da Amazônia e pode viver de 500 até 1.600 anos.

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