Em coma induzido desde o gravíssimo acidente de esqui sofrido no último domingo em Méribel, França, Michael Schumacher teve a companhia da família na noite de réveillon. Sua esposa Corinna, seus filhos Mick e Gina, de 14 e 16 anos, e seu pai, Rolf Schumacher, passaram a virada de 2013 para 2014 com o heptacampeão da Fórmula 1 no Centro Hospitalar de Grenoble, a pouco mais de 100km do local do acidente. No último dia do ano, a família envolveu o ex-piloto com objetos afetivos e até o amuleto da sorte que o alemão carregou em todas as suas corridas. Velas foram acessas ao redor de Schumacher, todas por sua esposa Corinna. O filho Mick trouxe uma cruz de ouro, e Gina uma escova de cabelo.

Do lado de fora, porém, alguns jornalistas encaravam o frio de 0ºC e a chuva fina que caía de vez em quando na pacata Grenoble, vigilantes por qualquer notícia, seja boa ou ruim, e fazendo passagens ao vivo sem novas informações a acrescentar, já que o próximo boletim médico sairá às 11h da manhã local (8h de Brasília). Talvez pela condição climática, distância (5 horas de Paris) e a data, nenhum fanático torcedor resolvera encarar passar o réveillon do lado de fora do hospital em um frio congelante. Bandeiras da Ferrari e uma vela eram os resquícios da vigília dos dias anteriores. “Não há a movimentação de muitos fãs por aqui. Talvez ele seja um super campeão, mas não uma super estrela”, arriscou analisar a repórter Emmanuelle Msika, da TV francesa “TF1”, ressaltando que apesar de recordista de títulos da categoria, Schumi sempre passou longe do recorde de popularidade. A verdade é que, independentemente disso, o heptacampeão está bem acompanhado, com o calor da família, nesse momento tão difícil.

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Schumacher está internado deste o domingo, 29 de dezembro, em razão de uma forte queda de esqui na estação de Méribel. Segundo a assessora do ex-piloto, Sabine Kehm, o alemão teria saído das rotas tradicionais da estação para ajudar um amigo e, ao fazer uma curva, não viu uma pedra, perdeu o equilíbrio e caiu, batendo fortemente a cabeça em uma outra rocha. Com a força do impacto, o capacete, que segundos os médicos, salvou sua vida, se partiu em dois. Kehm rebateu os rumores de que Schumi estaria em alta velocidade na hora do acidente e classificou o episódio como um conjunto de circunstâncias ruins e infelizes.

Nesta terça-feira, de acordo com a rádio “RMC”, o Ministério Público em Albertville e a polícia de montanha de Bourg St-Maurice apontaram, após investigação preliminar, que Schumacher, que segue em estado crítico, mas teve leve melhora após uma segunda cirurgia, estava dez metros fora do limite da pista de esqui, o que para especialistas não é muito. Peritos estiveram no local na segunda-feira. Lá, colheram dados como o revestimento da pista de esqui, a qualidade da neve e as possíveis causas da queda. As primeiras análises mostrariam que Schumacher, pelas marcas deixadas na neve, passou por cima de uma rocha “escondida” pela neve.

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Schumi chegou ao hospital em estado crítico e passou por uma cirurgia de emergência logo no domingo para diminuir a pressão intracraniana. Na noite de segunda-feira, o heptacampeão foi submetido a novo procedimento para eliminar um hematoma no cérebro. Segundo os médicos, o ex-piloto apresentou uma “leve melhora” após a operação. Ainda de acordo com os médicos, as próximas horas serão cruciais para a melhora do quadro do paciente, que permanece em coma induzido. O novo boletim sairá na manhã desta quarta-feira. Desde que chegou ao hospital, o alemão está sendo mantido em uma temperatura corporal abaixo na normal, para que o cérebro concentre seus esforços na própria recuperação.

 

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