Depois de dois anos de receita insuficiente para cobrir os custos de produção, a arroba do boi gordo voltou a subir mais do que as despesas com a pecuária de corte em 2013. Esta alta é justificada pela oferta restrita de animais e pelo aquecimento do consumo. Enquanto os preços pagos aos pecuaristas pela arroba tiveram valorização de 17,15%, o Custo Operacional Efetivo (COE), que engloba os gastos do dia a dia na atividade, cresceu 9,19% no ano passado. Já o Custo Operacional Total (COT), que contempla o COE mais a recuperação da depreciação de patrimônio, registrou elevação de 8,58%.

As informações são do boletim Ativos da Pecuária de Corte, elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Com o fechamento de 2013, a arroba do boi gordo superou o COT em 8,57 pontos percentuais, enquanto em relação ao COE a diferença foi de 7,96 pontos percentuais, impulsionada pela redução do número de animais confinados para abate e pela demanda firme.

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Outro fator que contribuiu para a elevação dos preços pagos ao pecuarista foi o bom desempenho das exportações, que ajudou a reduzir a quantidade de animais destinada ao mercado interno. “Apesar das incertezas macroeconômicas, como o aumento da inflação, o consumo interno manteve-se firme e o câmbio garantiu receita recorde com as exportações de carne bovina”, ressalta o estudo. Do lado do consumo, a elevação dos preços das carnes concorrentes (suína e bovina) foi outro fator que estimulou a procura maior pela carne bovina.

Em relação aos custos de produção, a alta dos preços do bezerro foi um dos fatores determinantes para a elevação das despesas dos pecuaristas em 2013. Segundo o estudo, o custo com a reposição de animais subiu 21,57% no ano passado, representando 38,81% do custo total da atividade.

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Para 2014, as perspectivas são de que as exportações de carne bovina continuem com bom desempenho. “Além das estimativas para o dólar, também há negociações adiantadas para abrir novos mercados”, diz o boletim. Do lado da demanda interna, de acordo com o levantamento, o consumo de carne de boi deverá contar com o impulso da Copa do Mundo e das eleições presidenciais.

“Vale reforçar que, se os preços das carnes suína e de frango seguirem o mesmo comportamento de 2013, o cenário para a bovina poderá ser ainda mais positivo”, completa o boletim.

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