Kimi Raikkonen sempre teve a fama de ser um cara ausente, desligado das obrigações fora das pistas, e que não dá muita bola para a imprensa. Pelo jeito frio e por vir da nórdica Finlândia, logo ganhou o apelido de “Homem de Gelo”.

Em sua primeira passagem pela Ferrari, de 2007 a 2009, um dos motivos de sua saída foi justamente esse seu jeitão “tô nem aí”. Apesar de ter levado a escuderia a quebrar o jejum de títulos, o finlandês não era unanimidade em Maranello e o presidente Luca di Montezemolo era um dos que não simpatizavam muito com ele. Superado constantemente por Felipe Massa nas corridas, Kimi preterido pelo brasileiro para abrir caminho para a chegada de Alonso. Mas agora os tempos são outros. Segundo o chefe da escuderia, Stefano Domenicali, Raikkonen está mais maduro, integrado e trabalhando mais próximo da equipe.

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– Eu vejo ele mais maduro, como todos nós, mais experiente e trabalhando bem ligado ao time. Ele tem vindo à fábrica, em Maranello, constantemente – afirmou ao jornal italiano “Gazzetta dello Sport”.
Domenicali acredita que o desafio de ingressar em um time em que Fernando Alonso já é bem aceito, tem feito Raikkonen se esforçar ainda mais.

– Ele é bem consciente de sua capacidade. Kimi sabe de que time ele faz parte. Ele sabe que este é um desafio muito importante para ele. Ele sabe que terá de lidar com um grande piloto como Fernando de maneira integrada.

O italiano revela que a força mental do “Homem de Gelo” foi um dos elementos que fizeram com que a escuderia do cavalinho rampante o trouxesse de volta.

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– Nossas decisões são tomadas de maneira racional, e não emocional. Entendemos que para fazer par com Fernando precisávamos trazer alguém com experiência e motivação extra para permitir Alonso a lidar com uma temporada tão complicada como a desse ano. Precisávamos de alguém capaz de aguentar a pressão de ser o par do Fernando e correr pela Ferrari. Poucos pilotos têm essas credenciais. A pista nos dirá se tomamos a decisão correta.

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