A 4ª CIRETRAN localizada em Cáceres que atende o município e cidades próximas da região está a ponto de fechar as portas pela falta de condições físicas para atender a população.

Os problemas começam já na estrutura física da unidade com paredes repleta de rachaduras e até mofo. Portas caindo pela falta de manutenção e tempo de uso.

Com a chuva a situação se agrava. Além da sala dos processos estarem repleta de goteiras, o pátio fica alagado, com o mato tomando conta propiciando aparecimento de insetos e animais peçonhentos como cobras que já foram encontradas dentro da sala de provas teóricas. “Já encontramos aqui desde ratos, sapos, escorpião e cobras o que põe em risco não só a vida dos servidores, mas da população que busca pelos serviços da CIRETRAN. Por várias vezes ratos aparecem correndo entre os usuários em horário de expediente”, afirma Luciel Evanino Oliveira da Silva,  servidor efetivo da unidade de Cáceres.

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Ainda na falta de estrutura, o setor de vistoria está sucateado. Falta desde espaço físico, equipamentos como endoscópio veicular, lanternas, luvas, elevador mecânico, grafite de boa qualidade.

Na recepção que é dividida com empresas terceirizadas Thomas Gregg, Fidúcia FDL e AFPV/MT, os guichês estão tão velhos que já houve caso em que parte de um deles caiu no pé de um usuário em atendimento. Outro problema são os aparelhos de ar-condicionado que não recebem manutenção e não gelam o ambiente. Alguns estão queimados e pela alta temperatura no prédio, os equipamentos eletrônicos que ficam na sala do CPD (Centro de Processamento de Dados) correm o risco de queimar. O telefone PABX não está funcionando, pois queimou o nobreak. O Detran enviou um mas não enviou o eletricista para instala-lo. “Já solicitamos várias vezes ao Detran via ofício a aquisição de novos aparelhos de ar-condicionado e também mobiliário e uma reforma, mas nunca fomos atendidos”, explica o servidor.

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Até o encanamento na unidade está enferrujado e por várias vezes os servidores têm que usar baldes nos banheiros porque a água não chega no reservatório.

O mais grave está na rede elétrica antiga que não aguenta a demanda, o que propicia quedas constantes de energia.

“Esse ano o Detran tem que tomar uma providência quanto a sucateamento que por vários anos o Sinetran está denunciando e solicitando providências. O que acontece em Cáceres é o que vem acontecendo em todas as unidades do Detran no Mato Grosso. Não é possível que uma entidade que arrecada mais de R$ 1 milhão por dia não consiga investir na melhoria dos serviços para a população”, denuncia Veneranda Acosta, presidente do Sinetran.

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