Após a Williams anunciar que Susie Wolff pilotará a FW36 em duas sextas-feiras de treinos livres durante o ano, Amir Nasr – figura famosa no automobilismo brasileiro – tratou de esclarecer que Felipe Nasr não veio para fazer figuração na escuderia britânica. O tio e empresário do brasiliense ressaltou que o brasileiro é o “verdadeiro terceiro piloto” do time de Grove e afirmou que a presença de Susie como pilota de desenvolvimento não representará uma ameaça.

– O Felipe é o terceiro piloto de verdade da equipe, isso está no contrato. Em caso de qualquer problema com os titulares, ele é o substituto natural. Ele terá de ir a todos aos GPs e a todos os treinos. Ele vai trabalhar semanalmente na fábrica para compensar a falta de tempo de pista, trabalhando no simulador. Também vai se reunir com os engenheiros. É um trabalho mais complexo do que parece – afirmou em entrevista à rádio “Jovem Pan”.

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Nasr assinou com a Williams para desempenhar o papel de piloto reserva e de testes, com o direito a participar de um determinado número de treinos livres, não divulgado pela equipe. O tio falou sobre a nova realidade da principal categoria e explicou também a razão de Felipe acumular a função de terceiro piloto da F-1 com o papel de titular na GP2. O piloto de 21 anos continuará disputando a GP2 em 2014, assim como fez em 2013, na equipe Carlin.

– Quando começamos com o projeto do Felipe entrar lá, a categoria vivia um momento muito diferente. Com o que ele fez em seus três primeiros anos de Europa já seria o suficiente para ele entrar. Mas agora a realidade é outra, sem treinos. Isso fez com que a negociação fosse muito longa. Ele só tem 21 anos e, no momento, é o melhor que podíamos ter fechado. Como não há treino na Fórmula 1, é importante que ele siga na GP2 para não ficar parado – revelou.

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O empresário aproveitou para detalhar o contrato firmado entre o brasileiro e a equipe de Sir Frank.

– Fizemos um contrato curto porque a Williams tem dois pilotos muito bons em atividade. O Massa tem um contrato de três anos e está longe da aposentadoria, enquanto o Bottas tem 23 anos e é um potencial campeão mundial. Não quisemos prendê-lo à Williams. Hoje não dava para fechar um contrato mais longo porque não teríamos uma garantia de que ele seria promovido – afirma.

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