Nas duas últimas edições do Torneio de Enterradas do NBB não teve para ninguém. Mas a consagração definitiva de Gui Deodato aconteceu na temporada passada. Fantasiado de “meio Batman, meio Darth Vader”, o ala do Bauru arrancou cinco notas 10 dos jurados, levantou o público no ginásio Nilson Nelson, em Brasília, e se consagrou como principal especialista do assunto no país. Conquistar o tricampeonato é um sonho para o jogador de 22 anos, mas a concorrência pesada dos americanos DeVon Hardin, do Basquete Cearense, e Ned Cox, da Liga Sorocabana, e do brasileiros Jhonathan, do Franca fazem o atual bicampeão rechaçar qualquer tipo de favoritismo. Bruno Caboclo, do Pinheiros, se machucou e está fora da briga.

– Confesso que conquistar o tri seria incrível e teria um gosto especial, mas a cada ano fica mais difícil. Deve ter um sabor diferente poder vencer o atual bicampeão e isso vai elevar muito o nível este ano. Sempre vão me chamar de favorito, mas acho que não sou. Todos são grandes jogadores e acho que não tem nenhum favorito – destacou o bicampeão.

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Criativo e ousado nas duas últimas edições da competição, o jogador do Bauru revela que sua fonte de inspiração é o veterano da NBA Vince Carter, ala que brilhou pelo Toronto Raptors e hoje defende o Dallas Mavericks, e que assim como nos torneios anteriores ainda não tem nada preparado para buscar o tricampeonato. A única dica do jogador escapou na hora de revelar sua enterrada dos sonhos.

– A enterrada da marca do lance livre é uma que gostaria de fazer. É algo muito difícil, mas bonito e que grandes jogadores já fizeram. É sempre complicado trazer algo novo para agradar o público e os jurados. Tenho que tentar ser o mais original possível, mas sei que é difícil. Eu não sou de ficar treinando as enterradas. A ideia vem dos jogos mesmo. Deixo acontecer naturalmente nos jogos e aí já fico com algumas na cabeça para a hora da competição. Mas dificilmente treino elas. Faltando uns três dias para a competição – explicou o ala de 1,92m.

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Entre os concorrentes que terá na luta pelo tricampeonato, os americanos DeVon Hardin, do Basquete Cearense, e Ned Cox, da Liga Sorocabana, são os que mais chamam atenção de Gui Deodato. Obviamente, por razões completamente distintas. Se o pivô do time cearense se destaca pelo simples fato de ter 2,10m e ser um atleta de muita explosão, o armador de apenas 1,80m foge dos padrões normais do basquete e lembra um certo campeão da NBA.

– Alguns jogadores, mesmo sendo baixos, têm muita força e pulam muito. O Nate Robinson, por exemplo, foi campeão do torneio de enterradas da NBA com 1,73m. Isso prova que qualquer um pode vencer, independentemente do tamanho. Já o (DeVon) Hardin é um grande jogador e tem muita explosão. Com certeza será perigoso no torneio, mas não sei dizer se é a maior ameaça. Todos são muito bons – disse.

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Se as chances de ir ao Campeonato Mundial da Espanha são remotas e não chegam a entusiasmar Gui, a popularidade da promessa de 22 anos não para de crescer desde que conquistou o bicampeonato em Brasília, no ano passado. Principalmente com o público infantil.

– Claro que sonho com o Mundial, mas sei que a concorrência é muito grande. Minha popularidade aumentou bastante, sim. Hoje as pessoas me reconhecem mais nas ruas e quando vamos jogar em outros lugares. Fico feliz principalmente porque as crianças me reconhecem como Batman (risos) – contou o ala do Bauru, se referindo à fantasia do super-herói das histórias em quadrinhos e das telonas usada na conquista do ano passado.

 

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