Os senadores Blairo Maggi (PR) e Pedro Taques (PDT) foram destaque no Jornal Estadão de quinta-feira (21) devido a uma investigação. É que no dia anterior a Polícia Federal fez buscas nas casas de aliados políticos de Maggi e Taques em uma operação que investiga crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro. O suposto esquema teria conexões em Mato Grosso, Goiás, São Paulo e Distrito Federal.

Um dos alvos da Operação Ararath, Fernando Mendonça, foi o maior doador da campanha de Taques nas eleições de 2010. Mendonça é filiado ao PDT e a filha dele trabalha no gabinete do senador em Brasília. Ex-secretário do governo de Silval Barbosa (PMDB) e na gestão de Maggi, no Mato Grosso, tendo comandado a Fazenda e várias outras pastas por 12 anos, Eder Moraes, do PMDB, também é investigado.

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A PF apurou que o grupo possuía uma “intensa e vultosa” movimentação financeira, por intermédio de recursos de terceiros e empréstimos, com atuação análoga a de uma instituição financeira. Empresas de fachada e de factoring eram usadas. Entre elas, segundo a PF, a Piran Factoring, do empresário Valdir Piran, que tem amigos influentes no Judiciário. Em maio de 2012, ele foi um dos convidados da festa de aniversário da filha do advogado José Geraldo Alckmin, que contou com a presença de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

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