O dólar fechou em queda pelo terceiro dia seguido e terminou a semana a R$ 2,35 nesta sexta-feira (21), após o anúncio da nova meta fiscal, anunciado na quinta, e acompanhando a depreciação da divisa norte-americana em relação a outras moedas emergentes no exterior.

A moeda americana caiu 0,81%, para R$ 2,3534, após bater R$ 2,3511 na mínima da sessão. Esse é o menor valor da moeda em um mês, desde 20 de janeiro. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,2 bilhão.

Na semana, o dólar desvalorizou 1,39% e no mês, a queda foi de 2,45%. No ano, a queda foi de 0,17%.

“Muita gente estava comprada em dólar (apostando que a moeda iria subir), com os fundamentos ruins e o cenário preocupante lá fora. Com o anúncio fiscal e a tranquilidade das últimas semanas, o pessoal desfez essas posições”, disse à Reuters o operador de um importante banco nacional.

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Contando com esta sexta, o dólar fechou abaixo de R$ 2,40 nos últimos seis pregões, em meio à reduação das preocupações com mercados emergentes que vinham pressionado ativos de países em desenvolvimento nos mercados financeiros globais.

A mais recente fonte de alívio, no mercado doméstico, foi o anúncio da nova meta de superávit primário para este ano, que foi bem recebida pelo mercado e levou a divisa norte-americana a fechar a véspera no nível mais baixo em um mês.

“Era esperado que houvesse uma correção, porque o dólar caiu bastante nas últimas sessões, mas o mercado ainda está sob o efeito do plano fiscal, que ajuda um pouco o real”, afirmou à Reuters o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.

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O movimento também foi influenciado pela depreciação da divisa norte-americana em relação às principais moedas emergentes. Após abrir o dia com desempenho misto, o dólar passou a cair de forma mais consistente no fim da manhã, recuando sobre o peso chileno, o rand sul-africano e a lira turca.

Intervenção do BC

Pela manhã, o Banco Central deu continuidade às atuações diárias, vendendo a oferta total de até 4 mil swaps tradicionais –equivalentes a venda futura de dólares– com volume equivalente a US$ 197,5 milhões. Foram 500 contratos para 1º de agosto e 3,5 mil para 1º de dezembro deste ano.

O BC também vendeu o lote integral de 10,5 mil swaps em mais um leilão para a rolagem dos contratos que vencem em 5 de março. Com isso, o BC já rolou cerca de 84% do lote para o próximo mês, que equivale a US$ 7,378 bilhões.

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