Em dia de intenso sobe e desce, o dólar fechou em queda de 0,16%, a R$ 2,3793 nesta sexta-feira (7). A oscilação da moeda foi influenciada pela divulgação de dados ruins de emprego nos Estados Unidos, divulgados mais cedo.

Na semana, a moeda acumula queda de 1,37% e no ano, tem alta de 0,92%.

Há percepções diferentes em relação aos números, se a análise é de longo ou de curto prazo. No longo prazo, os dados mostram que a maior economia do mundo pode não estar se recuperando como o esperado, uma notícia ruim para a atividade global. Num prazo mais curto e com foco nos emergentes, a notícia pode ser boa, já que uma economia mais fraca nos EUA pode fazer com que os estímulos por parte do governo norte-americano continuem por mais tempo.

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“Ao mesmo tempo que é um dado ruim para os EUA, pode se refletir numa redução do ritmo de corte no estímulo”, afirmou à Reuters o operador de um banco internacional. “A gente deve ver uma briga entre essas duas interpretações durante o dia”.

Nesta manhã, foi divulgado que a geração de emprego fora do setor agrícola nos EUA foi de apenas 113 mil vagas, contra expectativas de 185 mil postos de trabalho. Mesmo assim, a taxa de desemprego da maior economia do mundo atingiu nova mínima em cinco anos, a 6,6%.

“Em princípio, é um dado ruim, mas reduz a expectativa que o mercado tem em relação à retirada dos estímulos nos EUA”, afirmou à Reuters o gerente de análise da XP Investimentos, Caio Sasaki, referindo-se ao atual ritmo de corte de US$ 10 bilhões ao mês definido pelo Federal Reserve, banco central norte-americano, em suas compras de títulos.

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Incerteza

Os dados dos EUA trouxeram volatilidade aos mercados, com os investidores buscando avaliar os números. Logo após o anúncio, o dólar acelerou os ganhos e bateu a máxima do dia, a R$ 2,3948. Logo em seguida, anulou os ganhos e passou a operar com queda, chegando à mínima da sessão de R$ 2,3701, para depois voltar a subir.

“Os números foram considerados fracos, então espere alguns ganhos nas moedas emergentes, mas limitados. Especialmente considerando-se que o Fed parece estar adotando visão de médio prazo”, disse à Reuters o economista da 4cast Pedro Tuesta.

Pela manhã, o Banco Central brasileiro também deu continuidade às atuações diárias e vendeu a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, equivalentes a venda futura de dólares. Foram 500 swaps para 1º de agosto e 3,5 mil para 1º de dezembro deste ano, com volume equivalente a US$ 197,1 milhões.

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Além disso, também vendeu a oferta total de até 10,5 mil swaps na segunda etapa da rolagem dos contratos que vencem em 5 de março. Com isso, já rolou cerca de 15 por cento do lote total, equivalente a US$ 7,378 bilhões.

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