Em levantamento feito no início de fevereiro, a Firjan apurou em R$ 292,7 por megawatt/hora (MWh) o custo da energia para a indústria no Brasil. Dentre 28 países pesquisados pela Federação das Indústrias do Estado do Rio, a energia para indústria no Brasil é a 11ª mais cara, e o preço é 8,8% superior à média dos países selecionados – o custo médio dos países pesquisados é de R$ 269 por MWh.

Na composição desse custo de R$ 92,7 MWH, tributos federais e estaduais como PIS/Cofins e ICMS respondem por 27,1%, e encargos setoriais por 9,51%, somando 36% de participação. Os custos de geração, transmissão e distribuição pesam 58,92% na formação do preço, enquanto as perdas técnicas e não técnicas somam 4,47%.

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Comparado a outros países, o preço da energia para a indústria no Brasil é 132% superior à média do custo dos Estados Unidos e, dentre os Brics, o Brasil paga mais por sua energia industrial do que a China e a Rússia – mas paga menos do que a Índia.

Em 12 meses, o custo aumentou: em janeiro de 2013 a indústria brasileira pagava R$ 263 por MWh, passando para os R$ 292,7 recentemente apurados, segundo a pesquisa da Firjan.

Em agosto de 2012, o Brasil aparecia no quarto lugar entre os países com custo de energia mais caro na indústria, perdendo apenas para a Itália, a Turquia e a República Tcheca. Na média mundial, a indústria pagava R$ 215 por MWh; no Brasil, o custo era de R$ 329.

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O pacote de desonerações do governo na energia fez o Brasil perder posições entre os países mais caros, saindo do 4º lugar para o 11º lugar atual, com uma redução no custo médio da energia para a indústria de R$ 329 MWh para R$ 292,7 – pouco mais de 10%. Mas para entrar na zona de competitividade industrial global, o Brasil teria que reduzir seu custo de energia na indústria em mais 20%, segundo cálculos da Firjan.

Segundo a entidade, as desonerações chegaram a provocar uma queda efetiva de 20% no custo da energia elétrica no Brasil no início de 2013, mas os reajustes feitos pelas distribuidoras e a elevação do preço da energia em função do acionamento das usinas térmicas – a maioria gerada a gás natural – absorveram mais da metade da redução.

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