Neste fim de semana os ponteiros do relógio deverão ser atrasados 1h em Mato Grosso e nos demais estados da região Centro Oeste, Sudeste e Sul do país. Precisamente no sábado (16) às 00h chega ao fim o horário de verão.

A 43ª edição do horário de verão durou 119 dias. A redução na demanda por energia elétrica no horário considerado de pico, das 18h às 21h, foi de 4,80% em Mato Grosso. O índice é 14% maior que o previsto pela Rede Cemat, que estimava 4,20% e 18% superior a edição anterior (2012/2013), que também foi de 119 dias.

Os 4,80% economizados em Mato Grosso daria para abastecer uma cidade como Chapada dos Guimarães durante 10 meses e 15 dias. Se for aplicar a economia a uma cidade produtora e no porte de Lucas do Rio Verde, seria suficiente para abastecê-la durante dois meses e meio.

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Segundo Teomar Magri, gerente de Operação do Sistema da Cemat, o principal objetivo do horário de verão é justamente a redução da demanda máxima no horário de pico. O que significa um alívio no carregamento dos sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, proporcionando melhores condições de suprimento.

O fato ocorre porque, a carga de iluminação é acionada mais tarde do que acontece normalmente devido ao horário adiantado de uma hora, pois os dias ficam mais longos. Nesse quesito, dezembro é considerado o mês de melhor aproveitamento de iluminação natural.

“Assim não há a coincidência da entrada da iluminação com consumo existente ao longo do dia no comércio e na indústria. Percebem-se mudanças nos hábitos das pessoas que passam a aproveitar melhor a luz natural”, pontua o engenheiro eletricista.

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A redução esperada pelo Operador Nacional de Sistema (NOS) para o horário de pico no Sistema Interligado Nacional (SIN) é de 4 a 5%. “E Mato Grosso está dentro da meta”, avaliou.

CONSUMO

Quanto ao consumo de energia elétrica no Sistema Integrado Nacional, o estado de Mato Grosso também apresentou redução apresentando índices de 0,86%. Portanto, dentro do esperado para o país, que é de 0,5 a 1%.

Parece insignificante, mas Teomar Magri pontua que ela é expressiva no contexto do sistema elétrico brasileiro como um todo.

A orientação é para que o consumidor continue economizando energia após o fim do horário de verão e para isso algumas medidas são importantes. Entre elas, “combinar hábitos racionais, fazer uso de equipamentos eficientes que possuem o selo Procel e desenvolver projetos inteligentes (no caso dos que vão construir ou reformar)”.

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