Após cravar o melhor tempo (1min23s276) dos quatro dias de testes em Jerez de la Frontera, na Espanha, o calouro Kevin Magnussen despertou a atenção do circo da Fórmula 1. O dinamarquês de 21 anos já vinha sendo comparado a Lewis Hamilton, que também foi formado pelo programa de jovens de pilotos da McLaren, e agora desponta como uma das promessas para a temporada 2014. Companheiro de Jenson Button, competidor mais experiente do grid atual, o novo “menino prodígio” garante que está conseguindo lidar bem com a pressão de disputar sua primeira temporada na principal categoria do automobilismo mundial.

– O segredo é focar no que temos condições de fazer. Não há necessidade de entrar em pânico. Eu só preciso usar meu tempo de forma produtiva, e ter certeza de que vou chegar a Melbourne (palco do GP da Austrália, em março) com o sentimento de que estou preparado da melhor forma possível. É claro que sempre há algo a mais que você pode fazer nos treinos, mas vai chegar a hora de parar de praticar e começar a correr de verdade. Uma das coisas que Jenson me disse é que ele nunca para de aprender. E ele já tem quase 250 GPs no currículo, então é inspirador ouvi-lo dizer isso. Eu posso aprender muito com ele, e espero aproveitar isso – disse Magnussen, em entrevista ao site oficial da F-1.

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Enquanto aguarda a corrida de abertura do campeonato, marcada para o dia 16 de março, Kevin se prepara para voltar a guiar o promissor MP4-29 nas duas baterias de avaliações da pré-temporada, no Bahrein, este mês. O treinamento do jovem consiste em sessões quase diárias no simulador do McLaren Technical Centre (MTC), em Woking. Filho do veterano Jan Magnussen, que disputou uma única prova como titular na escuderia britânica, em 1995, Kevin não se cansa de elogiar a estrutura da equipe comandada por Ron Dennis, e afirma que seu sonho sempre foi correr pelo time que consagrou nomes como Alain Prost e Ayrton Senna.

– Eu procuro aproveitar ao máximo o que a McLaren pode me oferecer. Quando estou no MTC, sou inspirado por carros que já foram pilotados por grandes lendas do nosso esporte, como Emerson Fittipaldi, James Hunt, Niki Lauda, Alain Prost, Ayrton Senna, Mika Hakkinen, além de Lewis Hamilton e Jenson Button, claro. A McLaren sempre foi o time dos meus sonhos, mesmo quando eu ainda era apenas um garotinho. Então, só o fato de fazer parte da McLaren já é um grande motivo de inspiração. E olha que ainda nem comecei a disputar as corridas. Nas últimas semanas, e nas próximas semanas também, estou determinado a justificar toda a expectativa que a equipe está depositando em mim. Para isso, vou continuar trabalhando em estreita colaboração com todos os que me deram essa oportunidade única – afirmou o dinamarquês, que se tornou campeão da World Series em 2013.

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Kevin também não consegue esconder a grande empolgação com o MP4-29. O novo carro tem a árdua missão de recolocar a McLaren na briga por vitórias, após o rendimento pífio do ano passado, quando a equipe britânica, com Button e o mexicano Sergio Pérez, ficou sem subir ao pódio pela primeira vez desde 1980. Para o jovem piloto, o monoposto já mostrou que tem potencial para se destacar durante a temporada, graças à confiabilidade apresentada nos testes de Jerez. A McLaren conseguiu completar 245 voltas, com Magnussen ao volante em 162 delas.

– As minhas primeiras impressões do carro foram muito positivas. Não há realmente muito o que eu possa acrescentar agora, porque por enquanto só conseguimos ter uma ideia relativa de onde estamos, em termos de competitividade. Os testes continuam no Bahrein, e mesmo assim será difícil dizer qualquer coisa definitiva. Mas sim, o MP4-29 é muito agradável de conduzir, e a entrega de torque e potência é extremamente impressionante. No entanto, o nosso objetivo agora é consolidar um pacote que seja o mais confiável possível, e ampliar a nossa quilometragem antes da corrida. Pode não parecer empolgante, mas a realidade é que quantidade de voltas é, neste momento, mais importante que a velocidade alcançada – avaliou Magnussen.

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A temporada de 2014 vai marcar também o fim da parceria com a Mercedes. A partir do próximo ano, a McLaren retoma sua histórica aliança com a Honda, que forneceu os motores durante o período em que a escuderia britânica reinou absoluta na categoria, com Ayrton Senna e Alain Prost. A imprensa europeia especula que a fabricante japonesa poderá disponibilizar um aporte de 100 milhões de euros (cerca de R$ 326 milhões) por ano, começando já em 2014. Se a informação for confirmada, o time de Woking afastaria o temor de uma crise financeira por causa da saída de seu antigo patrocinador máster.

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