A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Telefonia Móvel da Assembleia Legislativa realizou a segunda etapa das oitivas com as operadoras que atuam em Mato Grosso. Nesta terça-feira (25) foram ouvidos os representantes das empresas Oi e Tim. Durante a reunião o presidente da CPI, o deputado Ondanir Bortolini (PR), Nininho, reforçou que esta CPI apresentará resultados positivos para a população.

“Os técnicos da CPI já começaram a elaborar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que contará com prazos para o cumprimento das exigências. Caso não haja o cumprimento do acordado, não descartamos a possibilidade da suspensão da venda de chips no estado”, ressalta o presidente.

Durante a oitiva, o deputado Wagner Ramos (PR) perguntou aos representantes das duas operadoras qual era o faturamento anual das empresas em Mato Grosso. Sem obter resposta, Ramos pediu, então, que a equipe jurídica da Comissão fizesse a solicitação oficial desses dados à diretoria de cada empresa de telefonia móvel.

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Segundo ele, a CPI precisa saber qual é o faturamento de cada operadora, para então saber qual a porcentagem investida em infraestrutura no estado. “Temos que fazer essa avaliação, pois não vemos grande interesse das empresas em investir no nosso estado para melhorar os serviços”, ressaltou Ramos.

Ao final da oitiva, o presidente da Comissão, deputado Nininho, afirmou que nenhuma das operadoras apresentou propostas objetivas e claras para solucionar o problema da área de cobertura. “Não ouvi ninguém chegar aqui, nesta CPI, e nos apresentar um projeto concreto com locais e datas para a instalação de antenas”, constatou o parlamentar.

Araguaia                                                                  

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Na reunião de hoje, a CPI contou com o apoio do “Movimento Rede Cemat e Operadora Oi: Queremos qualidade já”, lançado nas cidades de Confresa, Porto Alegre do Norte, São José do Xingu e Vila Rica. A região do Araguaia sofre com a péssima qualidade de serviços prestados pelas operadoras, em especial, a Oi.

Os líderes do movimento, Uasley Werneck e Camila Nalevaiko entregaram, simbolicamente, o abaixo-assinado com mais de mil assinaturas colhidas em Confresa ao presidente da CPI, deputado Nininho. “Esperamos colher mais duas mil assinaturas e voltar a esta CPI trazendo a reivindicação e a indignação dos consumidores da região do Araguaia”, afirma Uasley.

“Para se ter uma idéia, semana passada ficamos mais de três horas e meia sem sinal de celular, de todas operadoras. A população está cansada, queremos qualidade já”, reforça.

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Amanhã (26), será a vez de ouvir a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) às 14 horas no auditório Licínio Monteiro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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