Pela primeira vez, o governador Silval Barbosa falou publicamente sobre continuar no comando do Estado até o final do ano abrindo assim mão da candidatura ao senado. Ele falou sobre a possibilidade na inauguração de mais uma obra da Copa do Mundo, em Cuiabá.

Antes de bater o martelo na decisão, permitindo que o PMDB comece a traçar o cenário do partido para as eleições de 2014, ele deve conversar com a presidente Dilma Rousseff. Ele vai recepcioná-la no Aeroporto Municipal de Sinop e de lá seguem juntos a Lucas do Rio Verde, para o lançamento da safra 2013/2014, que promete ser recorde.

O deputado federal Carlos Bezerra já tinha anunciado na semana passada sobre a possibilidade de Silval permanecer no governo.

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Apesar das inaugurações das obras da Copa, dos lançamentos das obras do MT-Integrado, o governador não desfruta uma popularidade com os moradores da capital, que reclamam e criticam a lentidão das obras, os transtornos do trânsito e muitos comerciantes sofrem amargos prejuízos com a interdição das avenidas.

Os motoristas são obrigados a andar mais trechos e em vias esburacadas. Esse é um lado da Copa do Mundo que não é muito divulgado pela imprensa local, mas que aparecem em resultados de pesquisas de consumo interno.

Mesmo com tantas obras, o cuiabano não enxerga o custo benefício das mudanças que a Copa vai trazer e o interior reclama de esquecimento por considerar o governador o melhor prefeito de Cuiabá.

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As pretensões de Silval em permanecer na cadeira de governador joga um balde de água fria no vice-governador, Chico Daltro, que chegou a lançar pré-candidatura, mas que sem a força da caneta que nomeia e exonera, continua sendo apenas o vice-governador.

O PMDB, que discute com mais 8 partidos, a aliança para 2014 já prepara outras alternativas para compor a chapa majoritária. Bezerra não abre mão de candidato ao senado ou ao governo pela musculatura eleitoral do partido. Resta combinar e acertar com os demais as regras do jogo.

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