A soja é um grão rico em proteínas cujo cultivo começou na Ásia há mais de cinco mil anos. A planta passou a ser explorada comercialmente no Ocidente apenas na segunda década do século vinte nos Estados Unidos.

No Brasil, o cultivo do grão passou a ser estimulado em meados dos anos 1950 por ser a melhor alternativa de verão para suceder o trigo, cultivado no inverno. Atualmente, o país produz cerca de 75 milhões de toneladas de soja. A soja proporciona diversos benefícios para a saúde. O grão auxilia na redução dos níveis do colesterol ruim, o LDL, e ajuda a elevar os níveis de HDL, o colesterol bom. O alimento também possui isoflavonas, substâncias que ajudam a atenuar os efeitos da menopausa e evitar a perda de massa óssea.

Os tipos de soja
A soja possui diversas variações, a mais famosa e cultivada é a amarela. Há outras duas versões que também são conhecidas e proporcionam benefícios para a saúde. São elas: edamame e soja preta.
A soja preta não só possui os mesmo benefícios da versão amarela como também conta com outros pontos positivos. O grão ajuda a emagrecer de acordo com um estudo da Universidade Católica da Coréia do Sul isto porque as antocianinas, fitoquímicos que proporcionam o pigmento escuro à soja preta, são capazes de agir nas células que armazenam gorduras em nosso corpo e favorecer a perda de peso. Este grão ainda possui cinco a sete vezes mais antioxidantes, chamados fitoesterois, do que a amarela. O pigmento preto que reveste esta soja forma uma espécie de casca em torno do grão o que ajuda a conservar melhor os seus nutrientes.

O edamame é a soja com os grãos ainda imaturos. Ela é interessante para a saúde por ser rica em proteínas, minerais e vitaminas A e C. Porém, o alimento possui baixa quantidade de isoflavonas.
A soja é rica em proteínas, nutriente que auxilia no crescimento de crianças, na formação e manutenção dos órgãos e na cicatrização. Assim, ela pode ser um bom substituto para a carne. Ela também é rica em fibras, por isso o seu consumo ajuda a melhorar o trânsito intestinal.

Leia também:  Veja 16 mudanças no quarto para dormir mais e melhor

73% das proteínas
36% das gorduras
13% das gorduras saturadas
72% de vitamina K
28% de cálcio
112% de ferro
101% de fósforo
106% de magnésio
70% de zinco
37% das fibras.
Um dos principais destaques da composição da soja são as isoflavonas, um fitoquímico capaz de atenuar os sintomas da menopausa por participar da produção, do metabolismo e da ação dos hormônios sexuais. Em outras palavras, as isoflavonas atuam como um substituto do estrógeno (hormônio que sofre notável queda no período do climatério) e contribuem para a manutenção do equilíbrio hormonal.

O fósforo, nutriente que auxilia na manutenção do cálcio nos ossos, também é muito presente neste grão. O grão ainda possui boa quantidade de vitamina K que é necessária para o mecanismo de coagulação sanguínea.

Benefícios da soja
Atenua os efeitos da menopausa: O que caracteriza a menopausa é a queda dos hormônios estrogênio e progesterona, que costuma ocorrer entre os 45 e os 55 anos de idade. A soja pode ser uma grande aliada do equilíbrio hormonal, já que a estrutura das isoflavonas do alimento são semelhantes à do estrogênio. Assim, o consumo do grão pode funcionar como uma espécie de reposição hormonal para as mulheres que entram na menopausa ajudando a atenuar os problemas que ocorrem nesta fase.

Leia também:  Tudo que você precisa saber sobre próteses dentárias

O consumo das isoflavonas presentes na soja diminui a intensidade e a frequência dos calores, da sudorese, das irritações e até da insônia, sintomas típicos do climatério. Três colheres de sopa de soja cozida ou uma fatia de tofu equivalem a 50 miligramas de isoflavonas, quantidade diária mínima para os efeitos desaparecerem. Porém, isto só pode ocorrer se os sintomas da paciente forem considerados leves.

Protege a saúde dos ossos: Apesar da soja ser rica em cálcio, uma porção possui cerca de 28% das necessidade diárias do nutriente, mas não é isto que faz com que ela seja boa para os ossos. Pois, o grão possui ácido fítico composto que dificulta a absorção do cálcio.

Os responsáveis por evitar a perda de massa óssea são as isoflavonas. Como elas têm efeito semelhante ao estrógeno vão proporcionar este benefício, especialmente durante a menopausa, fase em que os níveis deste hormônio feminino diminuem.

É importante ressaltar que o consumo de soja não é uma garantia de que a mulher não sofrerá com a osteoporose, pois a perda da massa óssea também está muito ligada a questões genéticas.
Reduz o colesterol: A saúde do coração também se beneficia com o consumo do grão. Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) mostrou que a soja auxilia na redução dos níveis do colesterol ruim, o LDL, e no crescimento dos níveis de HDL, o colesterol bom. Isto ocorre porque o grão é rico em gorduras poli-insaturadas, principalmente o ômega 6.

Devido a este benefício, outra pesquisa realizada pela USP concluiu que a soja pode ser uma alternativa no tratamento de reposição hormonal para mulheres que sofrem de problemas cardiovasculares.

Leia também:  O que é obstrução urológica, problema que atingiu Michel Temer

Previne o câncer de mama: O consumo de soja também está associado a um menor risco de câncer de mama em mulheres. Uma pesquisa realizada para o Japan Public Health Center Prospective Study on Cancer Cardiovascular Diseases e publicada no Journal of the National Cancer Institute da Universidade de Oxford no Reino Unido com 21852 mulheres concluiu que o consumo de soja diminui o risco de câncer devido às isoflavonas. Mulheres que ingeriram altas doses de isoflavonas tiveram aproximadamente metade do risco de desenvolver câncer de mama do que aquelas que ingeriram menores quantidades ao longo do estudo.

Melhora o trânsito intestinal: Por ser rica em fibras, uma porção possui 37% das necessidades diárias deste nutriente, a soja ajuda a melhorar o trânsito intestinal, evitando problemas como a constipação e a prisão de ventre.

Protege o pulmão: Uma pesquisa publicada no Journal of Clinical Oncology concluiu após estudo com 444 mulheres diagnosticadas com câncer de pulmão que consumir soja ajuda a melhorar a sobrevida de pacientes com esta doença. O motivo para isto seriam as isoflavonas que têm uma estrutura química semelhante ao estrógeno e podem ter um efeito anticâncer.

Quantidade recomendada de soja
A recomendação do Ministério da Saúde é consumir uma quantidade diária máxima de uma concha de soja por dia, o equivalente a cerca de 100 gramas. Também é interessante não comer o alimento diariamente, procure restringir o consumo para três vezes por semana devido à alta quantidade de isoflavonas que, por terem efeito semelhante ao hormônio feminino, podem causar problemas quando ingeridas em excesso. A orientação vale tanto para homens quanto para mulheres.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.