A Comissão Eleitoral da Tailândia convocou para o final de abril a repetição das eleições do último dia 2 de fevereiro nos locais onde a votação foi boicotada por manifestantes antigovernamentais.

Os manifestantes opositores queriam que o atual governo fosse substituído por um “conselho do povo” não eleito, que primeiro deve organizar uma série de reformas e depois convocar eleições.

O órgão estabeleceu na noite de terça-feira (11) que haverá votação no dia 27 de abril nas 10.284 zonas eleitorais (11% do total) em que foram suspensas. No dia 20 desse mesmo mês acontecerá a repetição da votação antecipada, que também não pôde ser concluída no dia 26 de janeiro.
Por outro lado, a Comissão afirmou que será preciso que o governo interino emita um novo decreto real para convocar as eleições nas 28 circunscrições onde não houve votação porque os manifestantes impediram o registro de candidatos.

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Essas circunscrições estão em nove províncias do Sul do país, reduto eleitoral do Partido Democrata, de oposição, que, assim como os manifestantes antigovernamentais, boicotou as eleições.

A maioria das zonas eleitorais que tiveram que cancelar a votação também se encontram em províncias do Sul e em cinco distritos da capital Bangcoc, enquanto no centro e norte do país os eleitores compareceram às urnas normalmente.

O boicote, tanto do voto como do registro de candidatos, impediu a escolha do mínimo de 475 deputados, 95% do total, necessários para a formação de um novo Parlamento.

A nova convocação não garante que as eleições serão concluídas, pois os manifestantes continuam contrários às mesmas e exigem a formação de um conselho não eleito para reformar o sistema político que consideram corrupto.

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As eleições também dependem do Tribunal Constitucional, que deverá decidir se aceita um recurso do Partido Democrata que pede a anulação das eleições de 2 de fevereiro por considerar que estas foram injustas e inconstitucionais.

Os Democratas argumentam que a votação não pôde ser feita em um único dia em todo o país devido ao boicote dos manifestantes antigovernamentais que o próprio partido apoiou.

A decisão da Comissão prolongará o governo interino da primeira-ministra, Yingluck Shinawatra, que convocou eleições antecipadas para tentar acabar com os protestos que desde novembro causaram 11 mortes e deixaram mais de 600 feridos.

A última vítima morreu ontem no hospital por causa dos ferimentos que sofreu no dia 19 de janeiro depois que uma granada foi lançada contra um dos acampamentos onde os manifestantes estão concentrados em Bangcoc.

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