Em meio à polêmica criada nos últimos dias sobre a possibilidade de um deputado estadual de Mato Grosso estar diretamente envolvido com a Concessionária Morro da Mesa, o vereador rondonopolitano Reginaldo Santos (PPS) se posicionou nesta semana sobre o que pensa sobre a situação.

Para o parlamentar, o que mais o preocupa é que até agora não se vê o asfalto que liga as duas das principais cidades da região Sul do Estado nas condições condizentes com a importância e movimentação do trajeto e considera este problema muito maior do que desvendar a propriedade da vencedora da licitação, assunto que parece ter desviado a atenção maior, na visão de Reginaldo.

O vereador argumenta que qualquer desconformidade sobre a fiscalização da rodovia ou em relação a Morro da Mesa, ou qualquer empresa que contratar com o Estado, será objeto de análise da Assembleia Legislativa. “Os contratos estabelecidos pelo Governo do Estado tem de ser acompanhados pelos nossos deputados estaduais quanto à legalidade e o que todos esperamos é que isto seja feito. Pedimos aos nossos parlamentares que antes de aprovarem novas concessões cobrem o cumprimento do que já foi estabelecido. A MT-130 já rendeu cerca de R$ 8 milhões à empresa e os buracos ainda estão lá. Quero apenas saber da MT-130 em boas condições, como todo cidadão. Quem é o dono da concessionária não me importa”, posicionou-se.

Leia também:  Com a liberação de empenho, obras do Residencial Neuma de Moraes devem ser retomadas

Reginaldo ainda questionou a diferença sobre o que foi acordado na época que transcorria a licitação, em 2009, com o que o motorista paga atualmente. “O preço que a Morro da Mesa venceu a licitação foi de R$ 3,98. Na mesa de negociação as empresas vieram sabendo dos valores que giravam em torno de R$ 4,50 a R$ 5,50 e foi só ganhar que passou a ser R$ 6,50. Corrigiram os índices legais e o Governo do Estado achou por bem acatar e decretar um outro aumento depois de um estudo apresentado pela empresa. Acontece que a população está acompanhando uma evolução apenas dos valores e não da rodovia”, criticou o socialista.

O vereador novamente saiu em defesa dos casos específicos de trabalhadores que tem de usar rotineiramente o trajeto para ir ou vir a Rondonópolis cumprir seus afazeres profissionais. “Os casos dos produtores rurais e dos professores que vão até a zona rural dar aula tinham de terem sido incluídos no contrato. É uma vergonha estes dois segmentos com a importância que têm para a sociedade serem desfalcados como estão sendo”, cravou.

Leia também:  Thiago Silva questiona cobranças abusivas em taxas praticadas por cemitérios

 

 

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.