baruAo avaliar minuciosamente essa iguaria da região Centro-Oeste pouco conhecida no resto do Brasil, a pesquisadora Miriam Rejane Bonilla Lemos, da Universidade de Brasília, teve uma agradável surpresa. É que ela identificou uma série de substâncias antioxidantes no baru. “Elas combatem o estresse oxidativo, responsável pelo aparecimento e agravamento de doenças crônicas degenerativas”, informa a especialista, que trabalhou em parceria com a Universidade Federal de Pelotas. Como outras oleaginosas, a amêndoa do cerrado contém também gordura insaturada. Mas, ainda que seja do time dos ácidos graxos do bem, que previnem males cardíacos, a recomendação é não exagerar. “Consuma cerca de 50 gramas”, aconselha Miriam Rejane. Tem mais: o alimento deve ser ingerido torrado. Isso porque, como todas as leguminosas, carrega fatores antinutricionais, ou seja, que interferem na absorção de determinados nutrientes.

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Outras maravilhas da savana brasileira
Já ouviu falar em gabiroba, guapeva e murici? Pois saiba que essas frutas também são bastante populares no Centro-Oeste do Brasil e, agora, em laboratórios de pesquisa. Quem as levou para debaixo das lentes do microscópio foi Luciana Malta, pesquisadora colaboradora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Ela comprovou que, assim como a amêndoa de baru, o trio é importante reduto de antioxidantes. “O próximo passo é avaliar o impacto dessas substâncias na saúde da população”, adianta Luciana.

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