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Das 13 músicas do novo CD de Buchecha, intitulado “Adesivo”, nove levam a assinatura de Clauci Julio e Giulie Oliveira. A nova dupla de compositores, mais do que ser bem-sucedida, mantém uma relação muito especial com o cantor: são seus filhos, de 14 e 10 anos, respectivamente.

— É um presente para mim, como pai e artista, ter os dois tão participativos na minha carreira. Estou babando nas crias mesmo, eles me surpreenderam — afirma Claucirlei Jovêncio de Souza, o Buchecha, detalhando o processo de composição: — Eu estava viajando muito para os shows e não conseguia terminar as canções. Fazia a metade, e, quando voltava, meus filhos tinham mexido. Ele é bom nas letras, e ela, na melodia. Por fim, achei justo tirar meu nome e deixar só os deles.

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Clauci Julio, mais conhecido como Buchechinha, ainda assina sozinho a balada “Pensamentos voam”, em que aparece também cantando:
— Ele fez para a primeira paixãozinha da escola. Quando ouvi, fiquei louco e quis gravar. Com certeza vai ter canja dele nos meus shows.

VERSOS APIMENTADOS

Com versos como “É só você pra despertar o meu tesão/(…) Basta te ver que eu fico todo galudão/ Já que sou seu negão/ O teu sexo bom” (“Princesa funkeira”) e “Então, formou, tu quer eu dou/ Prazer pressão” (“Gamou”), o repertório mostra um Buchecha bem mais atiradinho do que o convencional.

— O funk mudou, né? Na minha época de dupla com o Claudinho (morto em 2002, num acidente de carro), era mais romântico, cantava o amor. Agora é mais apimentado, fala sobre sexo. Tenho que seguir a tendência para não ficar para trás — justifica o artista, de 39 anos, esclarecendo que o toque de sex appeal nas letras foi dele, não dos filhos.
Além do apoio dos herdeiros na hora de compor, Buchecha mantém uma parceria infalível desde 1995, época em que “Nosso sonho” estourou com os versos “Se o destino adjudicar/ Nosso amor poderá ser capaz, gatinha”.

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— Desde então, estou casado com o dicionário. Estava acostumado a ouvir que o funk não tinha cultura, que era cheio de gírias, e resolvi provar o contrário. Pego sempre uma palavra clichê e vou lá no livrão procurar um sinônimo mais rebuscado para ela — revela Buchecha, que, no novo disco, lançou mão de termos como “tropel” (confusão) e “vaticinar” (prever) em duas canções: — Uma vez, no aeroporto, um advogado me parabenizou por utilizar termos jurídicos nas minhas músicas. Fiquei todo bobo.

 

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