O presidente em exercício da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), Luis Wellinton, não confirma a realização da Copa Mato Grosso, torneio criado em 2004 para manter os clubes mato-grossenses em atividade. No início, o campeão garantia vaga na Série D do Campeonato Brasileiro. Nos últimos três anos, deu vaga na Copa do Brasil.

A principal alegação da FMF é a falta de patrocínios ao torneio, que se torna deficitários aos clubes. Inicialmente, o Governo de Mato Grosso bancava os custos da competição, como transporte e hospedagem, além de premiação financeira ao campeão e vice. Porém, desde 2011, o dinheiro está retido por determinação do Ministério Público, que julga inconstitucional o poder público dar dinheiro a clubes privados.

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– Vamos aguardar, assim que terminar o Campeonato Mato-grossense, vou em busca de apoio para realizar o torneio. Se fosse hoje, cravaria que a Copa Mato Grosso não irá acontecer. Mas ainda tenho esperança, pois sabemos da importância de manter os clubes em atividade. E sabemos também que sem apoio financeiro, muitos terão prejuízo – disse Luis.

Caso o torneio não seja disputado, quem vai se beneficiar é o CEOV (Clube Esportivo Operário Várzea-grandense), que terminou o estadual 2014 na terceira colocação. Como a FMF deve se manter à frente da Federação Brasiliense de Futebol no ranking da CBF, Mato Grosso seguirá com três vagas na Copa do Brasil, assim como foi nesta temporada.

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No ano passado, a FMF indicou o campeão (Cuiabá) e o vice (Mixto) estadual, além do vencedor da Copa Mato Grosso (Rondonópolis), como os três representantes do estado. A Copa Mato Grosso é um torneio sub-23, mas até cinco atletas acima desta idade podem participar.

 

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