A Comissão Atlética do Estado de Nevada pediu, e Rousimar Toquinho passou por um exame antidoping em Las Vegas duas semanas antes de sua estreia no World Series of Fighting. O pedido se deu principalmente porque o brasileiro foi flagrado com níveis elevados de testosterona em sua penúltima luta, contra Hector Lombard, em dezembro de 2012, na Austrália. Ele foi suspenso por nove meses e em outubro passado voltou aos combates com uma vitória sobre Mike Pierce. Todavia, devido a uma polêmica sobre o tempo que segurou a chave de calcanhar que finalizou o americano, Toquinho foi demitido do UFC e achou sua nova casa no WSOF. O empresário do atleta, Alex Davis, que está em Natal para o card do Ultimate deste domingo, disse que vê a medida como correta, mas pediu mais interação entre a Comissão Atlética Brasileira de MMA (CABMMA) e os órgãos americanos:

– Eu acho certo. Isso faz parte da moralização e da regulamentação do esporte. A comissão está no seu direito de pedir que o atleta faça esse tipo de exame antes, de surpresa. É a única forma que nós vamos começar a atenuar o problema das substâncias que são usadas. Porém, tem um problema em relação ao Toquinho. Ele mora aqui no Brasil. A Comissão Atlética de Nevada pediu para a gente, na segunda-feira da semana passada, exames que o Brasil não tem. Há uma complicação para se conseguir isso no Brasil. Você tem que ter um pedido oficial de uma entidade credenciada. E você tem que pagar 30 exames para fazer um, porque estão acostumados a fazer em grupo – disse Alex, em entrevista ao Combate.com.

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– Então, o que acho que tem que acontecer é a CABMMA, que é uma grande comissão e está começando a fazer excelente trabalho, começar a interagir melhor com as comissões atléticas dos EUA para em casos desses não prejudicar o coitado do atleta brasileiro. O brasileiro é obrigado a parar tudo que está fazendo, ir para os EUA, fazer os exames de sangue todos, e isso é mais uma pedra no caminho do atleta na semana em que está se preparando para a luta. Graças a Deus com o Toquinho nós organizamos tudo de uma maneira legal e deu tudo certo.

Mas isso é uma coisa que temos que resolver. As comissões vão pedir esses exames, e nós temos que ter a capacidade de fazer esses exames no Brasil, e não levar o atleta para os EUA. É despesa para o evento e o atleta, desgaste do atleta, uma coisa que vejo errada nesse contexto – prosseguiu.

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O agente do lutador explicou que o pedido ocorreu não simplesmente pela questão do doping no passado, mas também por uma simples questão política e de controle:

– É por isso e também porque é uma luta de título. Na verdade acho que é uma política que eles têm que fazer. Fizeram também com o Vitor (Belfort) e vão fazer com outros atletas. É a única forma que eles têm de conseguir controlar esse problema das substâncias. A gente sabe que um (médico) ortomolecular que sabe o que está fazendo consegue fazer o ciclo de forma que chega na semana da luta e o cara não está com mais nada no corpo. A única forma de pegar é fazer de surpresa três ou quatro semanas antes.

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Alex Davis garantiu que Toquinho está limpo e que o resultado não trará surpresas. E aproveitou para elogiar o meio-médio, que segundo ele vai retornar ao UFC um dia para alçar voos ainda mais altos dentro da organização:

– O Toquinho não está tomando nada, não precisa tomar nada. Ele está tranquilo. Ontem fizemos entrevista em rádio e ele só ria, estava muito feliz. Acho que o Toquinho vai arrebentar no WSOF. E eu acho que ele ainda volta para o Ultimate e faz uma lenha ali. Eu vi a luta do Lawler com o Hendricks. São grandes atletas, mas se o Toquinho pegar no chão, eles estão ferrados. O desafio agora é ele lutar contra o Steve Carl, não arrancar nada dele. Deixa tudo no lugarzinho. Ele vai fazer, está muito consciente. Estou muito animado e feliz com ele.

Toquinho vai disputar o cinturão dos meio-médios (até 77kg) do WSOF no evento do próximo dia 29, em Las Vegas, contra o atual campeão da categoria, Steve Carl.

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