O julgamento de Oscar Pistorius entrou em sua terceira semana, no tribunal de Pretória, na África do Sul. Na sessão desta segunda-feira, a corte ouviu um especialista em armas de fogo, que testemunhou que o astro do esporte paralímpico sempre teve bom conhecimento do uso de armas e como lidar com um intruso dentro de sua casa.

Oscar Pistorius é acusado de assassinar a ex-namorada, Reeva Steenkamp, em fevereiro do ano passado. No entanto, ele diz que confundiu a namorada com um bandido dentro de seu banheiro e que a socorreu quando viu que era Reeva a atingida pelos tiros. De acordo com a imprensa internacional, o gerente da academia internacional de arma de fogo da região, Sean Rens, disse ter tido muitas conversas com o atleta sobre como proceder com armas de fogo, que era uma das paixões de Pistorius. O sul-africano havia encomendado seis novas pistolas.

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O procurador do caso, Gerrie Nel, questionou Rens sobre como Pistorius havia sido preparado e testado para lidar com armas em diversos cenários, incluindo uma possível invasão domiciliar. Em todos os casos, o especialista afirmou que o campeão paralímpico sabia que não deveria disparar contra suspeitos que não o atacassem. Fotos da arma e do crime voltaram a ser mostradas.

O especialista alegou que foi apresentado ao atleta em maio de 2012, poucos meses antes dos Jogos Olímpicos de Londres. O atleta queria que Sean Rens conseguisse uma arma específica para ele e estava esperando para adquirir sob licença de colecionador.

Diante da corte, Rens também afirmou que Pistorius já havia escutado barulhos suspeitos em sua casa, há cerca de dois anos. Segundo ele, na ocasião, o atleta atuou no chamado ”modo combate” ou ”modo reconhecimento” e descobriu que o barulho vinha de uma máquina de lavar roupa. Naquela época, o astro do esporte sul-africano postou em sua conta no Twitter sobre o caso.

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– Nada como chegar em casa, ouvir a máquina de lavar, pensar ser um intruso e entrar no modo reconhecimento em plena despensa – publicou, na época.

Neste sábado, algumas das imagens mostradas pelo tribunal foram parar nos sites internacionais. Além do velocista, as fotos exibem o taco de beisebol usado por Pistorius para arrombar a porta do banheiro, onde estava Reeva, a arma do crime, e o vaso sanitário coberto pelo sangue de Reeva, além de detalhes das próteses de Pistorius cheias de sangue.

O julgamento de Oscar Pistorius foi prorrogado até o dia 4 de abril para avaliações dos depoimentos. Caso seja considerado culpado por assassinato premeditado, o multicampeão paralímpico pode pegar de 15 anos a prisão perpétua, com direito a solicitar liberdade condicional depois de 25 anos.

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