Rondonópolis está localizada na região Sudeste do estado de Mato Grosso, distante da capital Cuiabá 215 km, posição privilegiada no entroncamento das rodovias BR-163 e BR-364 e ligada por ferrovia (FERRONORTE) com os principais portos do país. Com uma população estimada em 208 mil habitantes (IBGE, 2013), produz diariamente cerca de 170 toneladas de resíduos sólidos (Financial Ambiental), sendo que desse total, 68 toneladas são de materiais recicláveis.

O lixo é responsável por um dos mais graves problemas ambientais de nosso tempo. Seu volume é excessivo e vem aumentando progressivamente, principalmente nos grandes centros urbanos. Além disso, os locais para a disposição de todo esse material estão se esgotando rapidamente, exigindo iniciativas urgentes para redução da quantidade enviada para os aterros sanitários, aterros clandestinos ou lixões. O lixo, como os demais problemas ambientais, tornou-se uma questão que excede à capacidade dos órgãos governamentais e necessita da participação da sociedade para a sua solução (CORSON, 1993).

A questão dos resíduos sólidos (lixo) é um problema de grande complexidade que poderá ganhar proporções alarmantes se não for tratado seriamente, pois essa degradação acompanha a civilização, os avanços tecnológicos, uma vez que a maior parte dos poluentes quase sempre resulta de atividades humanas essenciais, como agricultura, construção civil e industrial e próprio dia a dia de cada cidadão.

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O acúmulo de lixos em terrenos baldios ou em lixões produz criadores de vetores tais como: moscas, mosquitos, baratas, roedores e outros que causam problemas sanitários. Polui o ar quando queimados e as águas superficiais quando jogados às margens dos rios.

Uma das possibilidades para reduzir o problema é a implantação da coleta seletiva do lixo que consiste na separação de tudo que pode ser reaproveitado, como papéis, latas, vidros, plásticos entre outros – enviando esse material para reciclagem. A implantação de programas de coletas seletivas de lixo não só contribui para a redução da poluição como também proporciona economia de recursos naturais.

Dessa forma a reciclagem dos resíduos sólidos tem papel fundamental na conservação do meio ambiente, evitando o acúmulo de resíduos nas áreas urbanas, reduzindo, assim, o percentual de volume não degradável que se acumula nos terrenos e poupando o solo da extração de outros recursos naturais para a fabricação de novos produtos. Portanto, é necessário reeducar as pessoas, incentivando-as a gerar uma menor quantidade de lixo, como também, a separar o material reciclável descartados pela população.

A coleta seletiva pode ser trabalhada em equipe (junto à comunidade) que vise não somente à limpeza e à organização, mas também à conservação do meio ambiente, e o mais importante, à formação de cidadãos conscientes. Uma comunidade organizada, educada e consciente sofre menos, reclama menos, mantém suas casas, quintais e ruas limpas, e por meio da coleta seletiva percebe que existem maneiras simples e práticas que a ajudam a conservar o meio ambiente.

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A tabela abaixo mostra o resultado de um estudo detalhado pelo CEMPRE (Compromisso Empresarial para Reciclagem) em 18 municípios brasileiros quanto à composição gravimétrica dos resíduos sólidos coletados.

COMPOSIÇÃO DA COLETA SELETIVA ( EM PESO)

Papel e Papelão

Rejeitos

Plásticos

Vidros

Metais

Ferrosos

Longa Vida

Diversos

Alumínio

Eletrônicos

45,9%

17,4%

15,6%

9,1%

6,2%

2,8%

1,6%

0,9%

0,5%

 Fonte: Cempre – 2012

A tabela abaixo mostra o potencial existente de materiais recicláveis produzidos no município de Rondonópolis-MT, considerando que das 170 toneladas produzidas diariamente 40% são de materiais recicláveis.

MATERIAIS RECICLÁVEIS PRODUZIDOS EM RONDONÓPOLIS-MT / 2013

MATERIAIS RECICLÁVEIS

POTENCIAL EXISTENTE TONELADA/DIA

POTENCIAL EXISTENTE TONELADA/MÊS

POTENCIAL EXISTENTE TONELADA/ANO

PAPEL E PAPELÃO (45,9%)

31,21 936,30 11.391,65

REJEITOS (17,4%)

11,83 354,90 4.317,95

PLÁSTICOS (15,6%)

10,61 318,30 3.872,65

VIDROS (9,1%)

6,19 185,70 2.259,35

METAIS FERROSOS (6,2%)

4,22 126,60 1.540,30

LONGA VIDA (2,8%)

1,90 57,00 693,50

DIVERSOS (1,6%)

1,09 32,70 397,85

ALUMÍNIO (0,9%)

0,61 18,30 222,65

ELETRÔNICOS (0,5%)

0,34 10,20 124,10

TOTAL

EM TONELADA

68 2.040 24.820
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                                      Fonte: Prof. Lecore, autor do projeto Cidade Limpa Povo Limpo.

Tirando os itens rejeitos (17,4%) e diversos (1,6%), ainda sobram cerca de 55 toneladas que o município de Rondonópolis poderia reciclar por dia.

Um levantamento do Instituto de Política Econômica Aplicada (IPEA), encomendada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), calcula que o Brasil perde cerca de R$ 8 bilhões por ano ao deixar de reciclar seus resíduos, como Rondonópolis não tem coleta seletiva e envia todos esses materiais para o lixão, está contribuindo para esse prejuízo.

A grande verdade é que não devemos fazer “Ecoterrorismo como, a água potável vai acabar o lixo vai tomar conta do mundo, ou, a vida na Terra vai ficar muito difícil. Temos que agir, fazer alguma coisa, temos que ser parte da solução e não parte dos problemas, não adianta só ficar olhando as mazelas do mundo, culpando os governantes, mas sim identificar os problemas e apresentar as soluções.

Autor: José Lecore

E.E.Ramiro Bernardo da Silva-Rondonópolis-MT

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