As péssimas condições de trafegabilidade da rodovia MT-358, que liga Tangará da Serra a Campos de Júlio, impactam diretamente na vida dos moradores da região. Produtores reclamam que motoristas estão recusando frete para evitar passar por este trecho. Os atoleiros que persistem há anos foram intensificados com as fortes chuvas dos últimos dias.

A estrada é considerada uma das mais importantes da região oeste de Mato Grosso. Por ela, passam centenas de veículos e caminhões. As condições foram conferidas in loco pelos integrantes do Estradeiro da BR-174, realizado pela Aprosoja e Movimento Pró-Logística.

Para a produtora rural e delegada coordenadora do núcleo da Aprosoja em Tangará da Serra,  Eloiza Zuconelli, a situação da rodovia estadual é reflexo do descaso. “A falta de manutenção é um acúmulo e repetição de erros”.

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A região, conhecida como Chapadão do Rio Verde, é uma das maiores produtoras de grãos do oeste mato-grossense. Os problemas são proporcionais à grandiosidade. A 120 quilômetros de Tangará da Serra, essa área de 66 mil hectares produz aproximadamente 22.500 toneladas de soja. São necessárias aproximadamente 6.500 carretas para levar os grãos para Rondonópolis. E assim surge um novo problema.

De acordo com o produtor rural Israel Vendrame, os motoristas não querem ‘pegar’ frete para a MT-358. O nível da rodovia é baixo, o que causa alagamentos e atolamentos constantes. “Muitos caminhoneiros simplesmente recusam transportar nossa safra. E quando aceitam, cobram um valor superfaturado, para ‘compensar’ os possíveis danos ao veículo”, desabafou. Para conseguir tirar sua produção da propriedade, ele teve que contratar caminhões do estado de São Paulo.

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Além da MT-358, no primeiro dia do Estradeiro, a comitiva passou também pela MT-368. Os grãos produzidos no entorno destas rodovias podem ser escoados para três lugares: Porto Velho-RO, Santo Antônio das Lendas, passando pela MT-175, ou para Rondonópolis, de onde são levados para os portos do sul e sudeste.

De acordo com o diretor-executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira, a MT-358 precisa de duas linhas de trabalho para regularizar a situação. “Primeiro, o levantamento do nível da rodovia. É preciso torná-la trafegável, e para isso é necessário o acascalhamento e a drenagem. E por último, lutamos para a pavimentação neste trecho”.

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