Assistir aos carros de Fórmula 1 em Mônaco tem sido um espetáculo único para os amantes de automobilismo e esportes em geral, mas que tal vibrar ao ver os monopostos voarem baixo pelo Big Ben, London Eye e o Palácio de Buckingham? A ideia do patrocinador do Grande Prêmio da Inglaterra, em 2012, começa a ganhar força neste ano, e a prova pode ganhar as ruas de Londres. O governo britânico começará a revisar e consultar a população, em poucos dias, sobre a lei que estabelece limites de velocidade para esportes a motor nas estradas britânicas. A pesquisa tem o intuito de facilitar a organização de etapas de rali e ciclismo no país. Com isso, a F-1 pode ser beneficiada caso a legislação seja realmente revista e alterada.

O chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, é um ferrenho defensor do projeto, chegando a dizer que o traçado de 5.1 km, com 14 curvas e que cruza os principais monumentos da cidade, seria “fantástico, bom para Londres, bom para a Inglaterra e muito melhor do que foram os Jogos Olímpicos”. O britânico de 83 anos está disposto a realizar o investimento necessário para que o GP, estimado em 35 milhões de euros (cerca de R$ 136 milhões), saia do papel e se torne realidade. A previsão é de que a prova dê um retorno de 100 milhões de euros (aproximadamente R$ 390 milhões) de lucro entre ingressos vendidos e movimentação turística.

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Piloto da McLaren, Jenson Button também é outro nome de peso a demonstrar entusiasmo com a simples imagem mental de cruzar uma das cidades mais importantes da Europa a bordo de um bólido da principal categoria do automobilismo mundial.

– Quando vi o projeto pela primeira vez, sabia que era algo ambicioso, mas fantástico. A ideia de correr pelas ruas da capital era apenas um sonho quando começaram o projeto, mas nesta semana, com as possíveis mudanças na lei, começa a virar realidade. Quando você começa a imaginar como seria, vê que é algo sensacional. É possível criar um GP único nas ruas de Londres, pois elas são naturalmente largas e compridas, então a velocidade nas retas seria altíssima, além de várias curvas que poderiam ser feitas. Quando tudo isso é combinado com monumentos fantásticos, seria uma prova incrível para ter no calendário. O sonho deu um passo para frente, e eu adoraria ver esse conceito incrível finalmente acontecer – afirmou o campeão de 2009.

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Entretanto, mesmo que a etapa de rua ganhe o sinal verde, a ideia deverá contar com a resistência de ambientalistas, residentes e comerciantes, já que um GP transformaria a cidade por alguns dias – além, é claro, do barulho causado pelo ronco dos motores da F-1. Ainda assim, acredita-se que a iniciativa conta com o apoio do prefeito de Londres, Boris Johnson, do Secretário de Transportes, Patrick McLoughlin, e do Secretário de Defesa, Philip Hammond.
A Associação de Esportes a Motor (MSA) tem lutado por um longo tempo para que o projeto ganhe forma, usando de exemplo muitos outros países que fazem o mesmo há anos. O diretor executivo da MSA, Rob Jones, crê que o GP nas ruas de Londres é o que o povo britânico, com grande tradição no esporte, tem esperado por anos, mas ressalta que para que a ideia dê certo, todos precisam estar comprometidos com a iniciativa.

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– Esta é uma oportunidade única de mudar a maneira como vemos o nosso esporte, permitindo que a comunidade local hospede um evento deste porte e aproveite os benefícios econômicos e a emoção de ter um GP de F-1. Contudo, para que se torne realidade, é necessário que todos estejam envolvidos na ideia. Desde voluntários até organizadores, para responder positivamente à consulta feita pelo governo. A consulta sobre o que a população pensa e o entusiasmo do governo já são uma prova de que um duro trabalho tem sido feito por trás das cortinas – revelou Rob Jones.

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