“Dezoito horas de escravidão”. Este poderia ser o nome de um novo filme ganhador do Oscar, com prêmio de melhor roteiro para Adrian Newey. Apesar do drama da RBR parecer de cinema, a associação de gosto duvidoso com “escravidão” foi feita pelo próprio consultor do time, Helmut Marko, e retrata o trabalho duro na fábrica de Milton Keynes, na Inglaterra. De acordo com o dirigente, os funcionários do time e da Renault estão correndo contra o tempo e trabalhando de maneira incansável para solucionar os recentes problemas do RB10. Durante toda a pré-temporada da F-1, o carro sofreu com um superaquecimento crônico e com a dificuldade de compatibilidade com o novo motor V6 turbo produzido pela fabricante francesa.

– Temos tanto a fazer. Especialmente os caras responsáveis pelo software do motor, eles estão “escravizados” em turnos de 18 horas. Entretanto, quem pode vencer junto, pode trabalhar duro junto também – brincou Marko ao jornal alemão “Bild”.

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Apesar das falhas no propulsor, o austríaco garante que o desenvolvimento do monoposto de 2014 segue a pleno vapor, com os componentes funcionando perfeitamente. Helmut admite que a única pedra no sapato é o software do motor.

– Nossos testes mostraram que as novas peças estão funcionando dentro do esperado, melhorando o carro. O fato de termos problemas na pista é causado pelo software do motor – admite.

Ainda que o time que conquistou os últimos quatro títulos mundiais esteja enfrentando esta inesperada onda de problemas, os pilotos de outras equipes garantem que a RB10 é uma máquina nervosa. Lewis Hamilton disse que o bólido é esplêndido, enquanto Jenson Button afirma que o carro é muito rápido.

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– Eu estava perto de Daniel Ricciardo por algumas voltas. Ainda que ele não conseguisse me ultrapassar nas restas, ele passou por mim na saída de uma curva – que é de alta velocidade – de uma maneira que eu nunca tinha visto – revelou o piloto da McLaren ao jornal espanhol “Marca”.

Até mesmo os dirigentes não se mostram surpresos com o início turbulento do time austríaco. Toto Wolff, diretor administrativo da Mercedes – a equipe vista como favorita, acredita que a RBR se recuperará:

– Tenho certeza de voltarão fortes, só não sei quando. Do meu ponto de vista, espero que o mais tarde possível.

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E Bernie Ecclestone não se mostra nenhum um pouco triste com o martírio do amigo Sebastian Vettel, afirmando que este tipo de coisa é que torna o esporte tão emocionante.

– A RBR não vai fugir apenas porque não está ganhando tudo.

O fato é que pelas mudanças enormes, tanto técnicas quantos no regulamento, aquele que tiver o conjunto mais confiável será o destaque do início de temporada. Assim, o que resta ao time de Milton Keynes é enfiar a cabeça no trabalho e rezar para os deuses da engenharia para que tudo volte a dar certo.

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