A Fórmula 1 mudou. Em meio à novas tecnologias e conceitos, se tornou mais “verde”, sustentável, seguindo a tendência do mundo contemporâneo. As alterações tiveram impactos diretos no show proporcionado pela maior categoria do automobilismo universal. Há quem diga que a redução dos ruídos arruinou a magia. Há os que dizem que não fez diferença, e aqueles que ressaltam que apesar da distinção, as mudanças trouxeram mais emoção para dentro das pistas. Sebastian Vettel se encaixa no primeiro grupo, e de maneira nada elegante.

– É uma m… Eu estava nos boxes durante o GP da Austrália, e é mais silencioso do que em um bar. Creio que não é bom para os fãs. Penso que a F-1 tem de ser espetacular, com o som sendo uma das coisas mais importantes. Eu recordo, quando era pequeno – apesar de não lembrar muito, pois só tinha seis anos -, de ir ver os carros nas sessões de treinos livres na Alemanha.

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A única coisa que lembro é do som, de quão alto eram os carros. Eu sentia o chão vibrar. É uma pena não termos mais isto – exclamou o tetracampeão.

O companheiro do alemão, o australiano Daniel Ricciardo, reconhece que o som está diferente, mas leva a situação com bom humor.

– Uma vez que se está a toda potência, você continua não ouvindo o que se passa. Ainda há barulho suficiente dentro do capacete para bloquear todo o resto. Eu acho que está bom. É diferente, algo para se acostumar. Creio minha audição vai durar mais tempo, por isso não estou reclamando muito – brinca.

Lewis Hamilton, da Mercedes, aceita que o barulho não é o ponto forte dos novos motores tubo, mas vê outras vantagens nos novos propulsores.

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– Eles são ok. Nada de especial como costumavam ser, mas tem muita potência, por isso são especiais em outros aspectos.

Já Jenson Button, da McLaren, se mostrou irritado com a polêmica sobre o som dos motores híbridos e a polêmica trazida à tona por Vettel.

– Vá e corra em outra categoria se estiver infeliz. Nós, como pilotos, não temos opiniões sobre como os carros estão em termos de som. Quando você cruza a linha de chegada em primeiro, você vence um GP. Você não liga para como o carro soa ou se parece. Você superou os melhores do mundo, e isso é tudo o que importa. Era o mesmo cara ganhando direto, então precisa mudar. Os carros estão excelentes para dirigir, então acho que está tudo certo – ponderou o campeão de 2009.

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