A piscicultura da Associação Comunitária dos Produtores Rurais de Cachoeira Rica, a 28 quilômetros de Chapada dos Guimarães, será uma alternativa a mais para a compra de peixes na Semana Santa. A comunidade, no passado, trabalhava com o garimpo, o que causou grande degradação no solo. Com a falta de perspectivas, seus moradores começaram a buscar formas para melhorar a renda, sem prejudicar o meio ambiente. “O projeto de piscicultura veio em boa hora, pois as grandes crateras deixadas da época do garimpo serviram para fazer os tanques para abrigar os peixes e o projeto só foi aceito porque iria recuperar uma área degradada”, ressaltou a extensionista da Empaer, Deusimar Muniz.

Em 2012, a associação obteve a licença ambiental da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema/MT) e em fevereiro de 2013 a comunidade recebeu a doação de 32 mil alevinos do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf), que incentivou a produção e a comercialização de peixes por meio do ‘Pacote da Agricultura Familiar’, considerado o maior programa do Governo voltado aos pequenos produtores. A abertura dos tanques foi realizada pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico e Social Vale do Rio Cuiabá.

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Neste ano, a associação que conta hoje com 60 associados, realizou no início de março a primeira festa do peixe de Cachoeira Rica, e o lucro foi reinvestido na própria comunidade. “Foi procurando uma perspectiva de futuro melhor que encontramos a piscicultura, um trabalho honesto, oferecendo um peixe de qualidade. Com a arrecadação da festa conseguimos comprar treze jogos de mesa e uma caixa d’água de cinco mil litros. A prefeitura de Chapada já encomendou dois mil peixes para doação, que eles fazem todos os anos no período da Semana Santa”, comemorou o presidente da associação, Gervásio Moreira da Silva.

Os peixes são limpos e frescos, e em seguida são retiradas as espinhas. “Fazemos assim para o peixe ficar mais branco, pois muitos peixes de tanque tem a pele escurecida. Por enquanto só eu tiro as espinhas, mas eu gosto porque pra mim é uma terapia”, relatou a associada Neuraci Aparecida de Amorim.

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