Frentista abastecendo em garrafa pet, na manhã desta sexta-feira - Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT
Frentista abastecendo em garrafa pet, na manhã desta sexta-feira – Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT

Quem já foi em um posto abastecer o veículo, é provável que já tenha presenciado alguém comprando combustível em uma garrafa pet. A prática antigamente era comum, mas de um ano para cá, a maioria dos frentistas têm recusado encher a ‘garrafinha’ devido uma ordem da Agência Nacional de Petróleo, a ANP.

A equipe de reportagem do Site AGORA MT visitou nesta sexta-feira (07), três postos de combustível, em locais diferentes de Rondonópolis e perceberam que falta informação, os frentistas não sabem ao certo o motivo da proibição para explicar a clientela. Dois postos aceitaram colocar o combustível na garrafa e um negou, porém arrumou gratuitamente um vasilhame de detergente para colocar a gasolina.

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“Eu não posso vender, é uma recomendação do posto, mas vou abrir uma exceção. Não sei dizer porque,”, disse o atendente. “Essa garrafa é mais vulnerável, ela incha e pode estourar dos outros materiais não”, comenta outro.

A reportagem ouviu vários relatos de motoristas que afirmaram que alguns postos da cidade se negam a abastecer em garrafas pets e que cobram aluguel de um galão para poder transportar o combustível. O preço do aluguel de um vasilhame de plástico foi encontrado por até R$ 12.

OUTRO LADO

O diretor executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Estado de Mato Grosso (Sindipretóleo), Nelson Soares Junior, explicou a situação. Segundo ele, os postos podem se negar a vender o combustível se o recipiente não for o correto.

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“Foi feito um acordo entre a classe após uma recomendação feita pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) à Associação Nacional de Petróleo (ANP). As garrafas pets ou sacolas são vulneráveis”, explica o diretor.

Ainda conforme Nelson, a nova norma não tem ligação com os acontecimentos dos últimos meses com relação a incêndio em ônibus. Ele também esclareceu que os postos podem vender ou alugar algum recipiente, desde que este seja autorizado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia. (Inmetro), ou seja, o cliente só pode abastecer em um galão aprovado pelo Imetro.

 

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