A pouco mais de um mês para o início da Copa do Mundo 2014 em Cuiabá, uma das cidades mais visadas para o turismo na época, Chapada dos Guimarães (a 65 km de Cuiabá), pode não agradar aos visitantes. Isso porque restaurantes instalados na cidade e na estrada que dá acesso ao município já reajustaram os preços de pratos típicos em até 150%. A famosa galinha com arroz, por exemplo, que custava R$ 70,00 já chega a R$ 125,00 em alguns restaurantes. Outro problema é que muitos estabelecimentos não aceitam mais o cartão de crédito.

De acordo com empresários da região, os valores são ajustados em razão dos aumentos de preço no mercado. Quanto ao cartão, a justificativa é que as máquinas estariam com defeito. No entanto, desde o ano passado os turistas da região reclamam da falta da opção na hora do pagamento.

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Para a turista Adriana Gomes, os preços praticados atualmente são abusivos, e aliado ao problema do cartão de crédito pode espantar a maioria dos frequentadores assíduos da região que são oriundos do próprio do Estado.

“Eu acho que não estão levando em consideração que a maioria dos turistas são daqui do Estado, esses preços são exorbitantes, o aumento é abusivo”, afirmou.

Já o empresário Mario Polacco afirmou que passou por uma situação constrangedora, quando foi pagar sua conta em um dos restaurantes e foi informado de que não aceitavam cartão. “Foi no mínimo constrangedor. Eu tive que ir até a cidade e tirar o dinheiro enquanto meus familiares me aguardaram no local”.

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De olho- Conforme o gerente de Fiscalização do Procon-MT, Ivo Vinicius Firmo, o comércio tem economia livre, mas o bom senso deve ser levado em consideração. “Os empresários têm o direito de praticar os preços que julgarem justos, mas isso dentro do bom senso, do que é razoável”, afirmou.

Firmo explica que para evitar esse tipo de abuso, o Procon inicia nessa semana uma fiscalização para orientação do comércio nas principais cidades apontadas como como alvo do turismo durante a Copa.

Ações do órgão vão acontecer em Chapada dos Guimarães, Cáceres, Poconé e Nobres. Durante a fiscalização, o Procon irá coletar preços e dados para montar um banco de dados para comparação. “O nosso objetivo é ter todos os comparativos para quando for necessário fazer qualquer tipo de averiguação”, explicou

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Ele destacou ainda que os estabelecimentos não são obrigados a ter o cartão de crédito como forma de pagamento, porém são obrigados a conter um aviso legível de que não oferecem essa opção.

“Em todo o caso nós iremos a partir da semana que vem verificar pontos como esses a serem corrigidos”, declarou.

Firmo lembrou ainda que o Procon orientará os empresários a usar o bom senso, especialmente nesse período. “Mais do que a época da Copa, o que tem que ficar claro é que o turista é o legado”.

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